Bem, eu vou descrever ela dos pés à cabeça, pra você entender do que eu falo: AllStar Vermelho (não sei se são vermelhos ou mancharam pela poeira enferrujada das placas), calça jeans rasgada no joelho (deve já ser rasgada, não do tombo), um cinto solto do lado esquerdo, uma camisa branca (agora com um tom de ferrugem), uma munhequeira preta no pulso direito, pele quase tão clara quanto a Ana Sophia e um boné fixando o penteado loiro, agora já um pouco bagunçado.
Eu poderia dizer que eu a pressionei sob o porquê de ela estar ali.
Mas eu sou homem.
Um homem de 21 anos e ainda virgem.
Ela caiu numa posição no mínimo... Provocante.
As pernas bem abertas.
Não, eu não a estuprei só pra responder o que vocês podem ter pensado. Mas imagine quantas indecências passaram pela minha cabeça ao ver aquela garota - que provavelmente deve ter há pouco tempo completado 18 aninhos - naquele momento.
Sim, você pode estar aí pensando “Eu não sou/Não conheço nenhum homem que pensaria em sexo quando conhece uma garota”. Ah, vai por mim, COM CERTEZA seu marido/namorado/melhor amigo pensou coisas sujas quando te conheceu. Se não, ou é gay, ou é fresco ou é chato. Se for os três juntos, estamos falando do Daniel.
-Aaaaii... - diz a vozinha doce da menina machucada.
Me perdi nos meus pensamentos (alguns bem safados, verdade) de novo. Tenho que agir rápido, ela deve ter se machucado um bocado.
Corri até ela e me agachei para poder ajudá-la.
- Você tá legal?-
- Eu... Eu tô bem. Cai fora!-
Claro que ela não tava legal. Tinha um corte derramando sangue de seu joelho rasgado, e quando ela forçou para se levantar, caiu novamente.
Deve der caído em cima da perna.
Não há tempo. No galpão dos guardas tem um kit de primeiros socorros.
- É melhor eu te levar antes que você suma por estes entulhos e pegue... TÉTANO!-
Isso seria algo que Davi falaria, mas ela riu. Um sorriso meio irônico, mas mesmo assim ponto pra mim.
Antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, eu a puxei ela e a segurei no colo, com ela se debatendo, gritando que eu a soltasse.
- Sshhhh... Se meus amigos te pegarem, você vai se ferrar legal. - Explico.
- E eu já não tô ferrada, imbecil?- Ela rosna.
Imbecil. Essa é nova pra mim. Antes era só inútil. Devo estar evoluindo.
-Primeiro – Esfrego na cara dela - Pelo menos não sou eu que tá todo quebrado. Segundo, você NÃO vai estar ferrada se você for uma boa menina. -
- Vai fazer o que? Me estuprar agora que eu não posso me defender?-
- Olha, por mais que você seja uma mina muito linda (e gostosa), você... Não faz meu tipo... -
Mentira descarada, claro. Eu tava babando por ela ali.
-Por enquanto vamos cuidar disso. Depois a gente decide o que faz com você. -
Ela se aquietou. Eu corri com ela no colo. Não por ela estar machucada, mas mais por eu não estar mais aguentando. Graças a deus ela não é muito gordinha e eu consigo segurá-la. Mas disfarço firmeza.
- Obrigado, tio... -
Ela diz baixinho. Quase pra dentro.
- TIO É O CACETE!- Me faço de ofendido. – PRA SUA INFORMAÇÃO, TENHO SÓ VINTE E UM ANOS! E me chame de Bernardo. -
- Monique - Ela disse com um leve sorriso.
Chegamos rápido no armazém. Arthur e Caio ainda estão na ronda, e o Davi claramente dormiu lá em cima, tanto que não desceu ao armazém para checar o que eu estava carregando.
E foi assim que eu conheci a minha maior razão pra dores de cabeça (depois do Daniel, claro).
Foi assim que eu me apaixonei.
Por sorte, ela não quebrou nem deslocou nada. Fora alguns cortes de leve e roxões, ela tava inteira. Nada que uns bons band-aids não resolvam.
- Pois é... Parece que cê tá legal agora. – Comentei.
- Eu não falei?- Respondeu a áspera língua dela.
- Bem, o que vamos fazer com você agora?- Ela deu um pulo. Deve ter pensado que eu esqueci daquilo. – Cadê seus pais?-
Ela entrou em desespero e pulou da cadeira onde tava sentada.
- Não, por favor! Não me manda de volta pra casa... Se ele me pegar... Bem... -
- Como assim? Ele quem?-
Meu instinto me condenou depois por ter feito aquela pergunta. Mas sentia que, se eu a mandasse sem mais nem menos pra casa, nunca mais a veria. E, cá entre nós, não era bem isso que eu queria EXATAMENTE.
-… Acho que... Acho que agora não vai doer mais. Nada que um pouco de gelo não resolva.
Ela riu. Era algo lindo demais de se ver. Sério. Acho que eu já estava de quatro por ela naquele ponto da conversa. Mas tenho que demonstrar um pouco de maturidade. Se pá ela gosta.
-Então... O que faremos com você agora?- Perguntei, meio que pra mim mesmo, mas mesmo assim ela que respondeu.
-Simples. Me libera que eu esqueço que você não tirava os olhos dos meus peitos.-
Aham. Eu corei ali.
E ela riu. Tava pintando um clima.
Era o momento certo, ou eu nunca mais poderia pegar ela. Fui me aproximando devagar, e ela retribuiu o afeto, trazendo seus lábios rosados pra perto de mim.
-...Tá na hora do meu saco de rosquinhas! - E entrou pela porta o Caio. Filho da puta.
Ela se afastou, mas mesmo assim ele nos pegou no “quase ato”.
- Porra, é só eu sair daqui e isso vira um puteiro? Porra Ben, de novo? Não sabe que se o chefe descobre que tu trouxe mina pra cá vai sobrar pra ti? Porra, cadê teu profissionalismo, cara?
Caio e sua mania de puxar um “porra” a cada frase.
- B... Bem... tá na hora de eu ir...
-Não, fica- Eu disse.- Caio, cai fora.-
-Tá, tá- Ele levantou os ombros e voltou à porta de onde veio, me dando as costas, balançando a cabeça baixa e os braços abertos, em sinal de decepção.-Só não diz que eu não te dei um toque... -
Estavamos sós de novo.
-O-onde estávamos mesmo?-
Ela riu. Me chamou docemente de bobo, e dessa vez foi ela quem trouxe o rosto.
Aquele foi o momento, de longe, mais gostoso de minha noob vida. Aqueles lábios, frios por causa da noite, roçando nos meus, ficarão na minha cabeça pelos próximos dias.
Ou, pelo menos, até que eu ACORDE...
Mas nem tudo são flores. Logo, ela, bancando a vilã, afastou sua boca da minha e, em seguida, seu corpo do meu.
- Disculpa... eu realmente tenho que ir...-
Sons de carros parando e frente à fábrica atrapalhou as desculpas dela. A alta e aguda sirene anuncia: Polícia.
Quando me viro para voltar com uma resposta para ela, ela não estava mais lá. Claro né, se ela estava fugindo de algo, claro que a polícia só atrapalharia, não é?
Enfim, a polícia chegou e eu estou sozinho denovo...
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Aquela Menina_Parte1
Por onde eu devo começar? Acho que vou começar pela minha família mesmo...
Bem, eu... Nunca conheci meus pais. Ás vezes eu me sinto o cara mais azarado do mundo por isso. Sempre ouço alguém falar pros meus amigos "você é a cara do seu pai" ou "você tem os olhos de sua mãe". Dá um pouco de inveja disso, sabe?
O lado bom é que me faz parecer com um Super-Herói. TODO super-herói é órfão, sem exceção. Se bem que eu seria um "Super-Inútil" mesmo. Não faço nada, sou um desocupado gastando cada centavo que meus tios recebem da aposentadoria. Opa! Acabei me desviando de onde ia começar. Normal.
Enfim, como expliquei antes, eu moro com meus tios. Elizabeth e Adauto são seus nomes. Estão beirando os 65 anos, e ano passado comemoraram Bodas de Prata. Vivem da aposentadoria deles e da irmã do Tio Adauto, que também mora na casa. Tia Augustina nunca foi parente minha de sangue, mas era como se fosse. É uma pessoa legal, gentil, graciosa. Era mais velha que seu irmão, ela já tinha 86 anos. Só tinha um problema.
O sobrinho dela. O irritante do Daniel.
Bem, eu... Nunca conheci meus pais. Ás vezes eu me sinto o cara mais azarado do mundo por isso. Sempre ouço alguém falar pros meus amigos "você é a cara do seu pai" ou "você tem os olhos de sua mãe". Dá um pouco de inveja disso, sabe?
O lado bom é que me faz parecer com um Super-Herói. TODO super-herói é órfão, sem exceção. Se bem que eu seria um "Super-Inútil" mesmo. Não faço nada, sou um desocupado gastando cada centavo que meus tios recebem da aposentadoria. Opa! Acabei me desviando de onde ia começar. Normal.
Enfim, como expliquei antes, eu moro com meus tios. Elizabeth e Adauto são seus nomes. Estão beirando os 65 anos, e ano passado comemoraram Bodas de Prata. Vivem da aposentadoria deles e da irmã do Tio Adauto, que também mora na casa. Tia Augustina nunca foi parente minha de sangue, mas era como se fosse. É uma pessoa legal, gentil, graciosa. Era mais velha que seu irmão, ela já tinha 86 anos. Só tinha um problema.
O sobrinho dela. O irritante do Daniel.
sábado, 8 de outubro de 2011
Histórias Curtas
Oi gente. Enquanto a DT "tá em recesso" e a Arquimaga eu dei um tempo, fiquem com estas duas histórias. A primeira é minha, e a outra eu recebi em uma conversa de msn,
Enfim, vamos à elas:
"Era uma vez um sábio rei que tinha um castelo bem pequeno, mas com um enorme e belo jardim. O jardim era cuidado por um velho que odiava que qualquer um se aproximasse dos muros e ameaçasse destruír seu jardim.Mas o muro tinha um buraco por onde uma criança ia todas as tarde brincar ali dentro sem o velho jardineiro ver, até que um dia, o velho conseguiu pegar o moleque e ameaçou bater no garoto pra ele nunca mais querer entrar ir ali.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
A Arquimaga_2
Todos estavam à volta de Mestre Amaroo. Ao seu lado estava Mestre Khaoz e Mestra Audree, respectivamente, à sua direita e sua esquerda, no sofá. Em pé, encostada nas costas do sofá estava Mestra Emma. Perto de Mestra Audree, virado na direção da fagulhante lareira, estava Mestre Ban, em sua imponente poltrona. Mestre Raul estava sentado no chão, aos pés do ilustre vialante(Há horas que o confundimos com um cachorro, o que faz com que Mestre Khaoz gargalhe). Mestre Oliver ainda estava em sua cadeira, e agora Mestre Vince puxara outra cadeira da mesa, mas sentou-se nela de modo reverso, de modoque pudesse apoiar a cabeça sob as costas da mesma (tal ato causava reclamações por parte de Mestre Ban). Mestre Haruko sempre se mantinha de canto. Gostava da serenidade; mas logo fôra acompanhado de Mestre Theryus. Mestre Danillo, como sempre, se mantinha a parte, dando mais importância para sua taça de vinho do que o momento, apesar de se manter atento a tudo que é dito.
sábado, 27 de agosto de 2011
A Arquimaga_1.
4/1
"Cadê o açúcar, heim? Ah tá, achei.
Deixa eu tirar os biscoitos do forno...Deu. Ufa! Vamos?"
Eu sou muito atrapalhada, tenho que admitir. Pelo menos deu tudo certo.
Agora eu preciso tomar cuidado com as escadas.... se...(unf!) não..................... "waaaaaoooohh!!!!"
"M...mestre Vince...?"
Por sorte, meu senhor conseguiu pegar a bandeja. Imagina se eu derrubo tudo no chão, ou pior, derrubo em cima dele?
domingo, 21 de agosto de 2011
A Arquimaga_Epílogo
Existem aqueles que tem temor de ficarem sozinhos. Existem outros que odeiam a humanidade. E há aqueles que não se sentem bem em meio á uma multidão. No meu caso, fui banida destas opções. Não conheço pessoa alguma. Com excessão de meus mestres.
Meu nome é Gabriella. Moro em uma casa grande, mas vazia. Meus mestres são meus únicos amigos. Claro, também tenho você, Kyu, meu castor alado. Mas ás veses... faz falta, entende? Eu, reclamando? Não,nunca. Entendo que meus mestres apenas querem me proteger. Fugir? Nunca! Pra onde eu iria? Não conheço ninguém fora destas paredes, e não saberia me virar sozinha. Uma vez li em um livro que "Lar é um lugar onde você pode voltar,e que as pessoas pensem em você."
Se for mesmo assim,este aqui é o meu lar, mesmo sem eu nunca ter saído.
Hoje, dia 4 de janeiro, estou anciosa. Recomeço meu aprendizado amanhã. Alguns diriam que recomeço minhas "aulas" amanhã. Eles me disseram que este ano será algo diferente,interessante,motivador. Ano passado (eles me ensinam um conteúdo por ano) foi Ciências Humanas. Antropologia,história,psíquiatria,filosofia,socio... Ih! Olha a hora! Está na hora do café da tarde dos mestres! Não posso me atrasar se não eles vão ficar magoados... Tchau!
Pedidos de Desculpas
Oi gente.
Eu sei, a DT tá "meio" atrasada (tipo umas 3 semanas...) :/
Mas é realmente falta de vontade. Eu tô com o capítulo até a metade escrito, mas sem vontade... sem INSPIRAÇÃO pra continuar(se é que um dia eu já tive =/).
É que, por mais que eu continue escrevendo, eu não sei se tão gostando, se não tão... Peço que comentem este curto recado se quiserem que eu continue. SIM, EU ESTOU DESESPERADO POR COMENTÁRIOS! Ò.Ó
Eu tenho uma história paralela (apesar de eu não ter mais escrito). E eu vou apresentar elas no próximo post.
Eu sei, a DT tá "meio" atrasada (tipo umas 3 semanas...) :/
Mas é realmente falta de vontade. Eu tô com o capítulo até a metade escrito, mas sem vontade... sem INSPIRAÇÃO pra continuar(se é que um dia eu já tive =/).
É que, por mais que eu continue escrevendo, eu não sei se tão gostando, se não tão... Peço que comentem este curto recado se quiserem que eu continue. SIM, EU ESTOU DESESPERADO POR COMENTÁRIOS! Ò.Ó
Eu tenho uma história paralela (apesar de eu não ter mais escrito). E eu vou apresentar elas no próximo post.
sábado, 30 de julho de 2011
An Dragon's Tale Ato 12_ Freak on a Leash
Uma humana. Sim! Uma humana. Por quê não seria? Linda, delicada, dedicada e que estará sempre ali pra o que você quiser.
Blaze ficou tentando encaixar os pensamentos em sua cabeça. Hayato sabia que aquilo estava errado, mas não podia fazer mais nada. O mandante era poderoso o suficiente pra massacrar os dois em instantes, se lhe desse vontade. Mas mesmo assim se sentia mal pelo que fez, e se sentia mais mal ainda por coagir com aquilo.
O lorde estava á frente, atrás da garota. Delirava diante da beleza da moça.
-Gwahahahahah! Perfeito! Você é minha escrava de hoje em diante! Você obecerá à mim, e apenas à mim. Você deverá se acordar mais cedo que eu e preparar o meu café da manhã, e dormir depois de mim, pois ficará lavando pratos! Gwahahahahah!-
Os dois observavam o homem em sua loucura. Estavam aterrorizados, afinal, era o centro da capital. Isso é um ato de tribos bárbaras, não de um nobre. Haviam leis bem graves sobre escravização ali. Mas ele com certeza deveria ter grande proteção política e no final eles seriam presos também como capangas.
Ela mal se mechia. Seus olhos não tinham luz, mesmo com toda a claridade proveniente das esferas eletrificadas. Não tinha vida mesmo. Parecia mais uma boneca do que uma pessoa. A pele clara como cal e o cabelo loiro bem vivo confirmavam a mesma coisa. Mas arranhões, hematomas e roxões pelo corpo, vindos possívelmente de outros senhores ou até mesmo do barril onde estava "armazenada" mostrava que estava VIVA.
O seu novo senhor examinou seus profundos e distantes olhos cor-de-mel,levantou o seu lábio superior e viu que ela tinha a dentição perfeita e, após verificar isso, perguntou, cara a cara:
-Qual seu nome?-
-K... Kaori...-
O geito dela de falar, tão leve, distante, seria até fofo se fosse em outro caso. Mas ela era uma escrava.
Ela era magra, mas não desnutrida. Seus últimos senhores pareciam querer cuidar de sua aparência por motivos pessoais...
Ele, ao ouvir aquilo, não se conteu. Pegou-a pelo queixo e a beijou, ali mesmo. Ela, por si, não moveu um dedo.
Estava claro que, além de abuso físico, ela também iria sofrer abuso sexual...
Ao terminar seu ato, ele finalmente notou os outros dois, ali, parados, ainda assustados. Resmungou alguma coisa que sua voz, mesmo sendo extremente alta e imperativa, não dera pra diferenciar, devido ao som da eletricidade.
-....Ahemm... Como prometido, diga ao rei que eu irei participar desta guerra. Agora vão.-
Fora algo bizarro de ser dito, pois eles não tinham dito nada sobre a guerra que se aproximava para ele. Mas eles saíram de lá pensando em outra coisa. E aquilo lhes apertava o peito fortemente.
Lá fora, Samantha e Yama estavam preocupados quando chegaram. Desde que Blaze e Hayato chegaram, eles estavam distantes, pensativos, com a cabeça baixa.
Já era tarde e eles precisavam descansar. Pensaram em ir para a enorme casa de Dante, mas não iriam iriam conseguir encará-lo depois do fiasco (como Blaze falou) com Midori e depois de terem visto o que viram.
-Mas o que vocês viram?- Perguntou Samantha.
-Nada- Mudou de assunto Blaze.-Vamos dormir hoje na estalagem do velho. Amanhã teremos resultados melhores.-
O velho estalajadeiro/taberneiro da "Taberna do Dragão" ["Dungeons&Tabern" originalmente XD] tinha uma dívida por causa do garoto com eles e fez a pernoite de graça para eles.
Já era madrugada.
Mas Blaze não conseguiu dormir. Ele tinha que fazer algo contra aquilo.
Sua cabeça estava feita. Decidiu se levantar e deixou Samantha dormindo, na cama ao lado. Ao chegar no corredor não foi surpresa encontrar Hayato, esperando por ele. Os dois se conheciam por tempo suficiente para saber que nenhum dos dois era a favor daquilo, mesmo sem terem trocado uma palavra entre si desde que partiram da mansão de Alice.
Mas o inesperado foi ver Yama saindo do quarto, pronto pra acompanhar eles!
-Eu senti ela dentro do barril. Se vão fazer algo, eu vou com vocês!-
-Então vamos logo! Nimguém pode nos ver ou ouvir, nem mesmo no caminho até lá.- Cochichou Blaze.
Hayato sentiu algo de diferente em seu amigo. Ele estava determinado, finalmente agia como líder do grupo. Sua expressão responsável era algo que ele não via desde...
...Desde que os Dragões debandaram.
Imagina a cara deles, ao ver tarde da noite, a escrava cuidando do corrompido jardim...
Aquilo frustrou-os. Eles estavam sentindo REPULSA do lorde.
-"Vamos!Vem com a gente! Nós vamos tirar você daqui!"- Cochichou Hayato, quando passou portão.
-Mas... Eu... eu preciso cuidar das plantas do Mestre Alice...-
Aquela frase, tão doce, tão inocente, os irritou mais ainda.
-P... Por que vocês estão aqui, tão tarde?-
Seus olhos profundos, com enormes olheiras por estar trabalhando tão tarde, se forçava em fazer uma expressão curiosa.
-Por que você é escrava dele! A gente quer libertar você!-
-Ma... Mas... por quê eu iria embora? Iria pra... Onde?-
Realmente, eles não tinham pensado no depois. Pra onde eles fossem, seriam perseguidos por Alice.
-Eu... Quero ficar aqui, com Mestre Alice...-
-"O lugar a gente pensa depois. Agora, a gente tem que te tirar das mãos deste monstro."- Disse Hayato, tentando puxar ela do ombro.
Imagina a cara dele ao se sentir empurrado com uma força tremenda, fazendo com que voasse contra os outros, caindo.
-Não! Vocês não entendem! Eu preciso ficar aqui! Nimguém... - Ela começou a chorar.- Nimguém nunca cuidou de mim como ele cuida...-
Realmente, ela estava bem arrumada. Havia faixas em seus machucados nos braços, e ela estava vestida sob um belo quimono oriental negro com folhas rosas enfeitando-o. O vestido lhe tapava até os pés, onde havia sapatos que só não estavam bem cuidados por ela estar mechendo com terra. As grossas correntes que algemavam seus braços e pernas não estavam mais lá, deixando seus pulsos, marcados por má circulação, nus.
-Mas... mas ele está te fazendo trabalhar no meio da madrugada!- Insistiu Yamakishiro.
-Se estou aqui, é por querer! Ele me pediu para ajudá-lo a cuidar da casa e do quintal, verdade! Mas... A gente iria começar de manhã! Eu estou aqui para fazê-lo feliz! Pra mostrar que eu estou me dedicando nele do mesmo modo que ele se dedica em mim... Olhe!- E mostrou a mão. Havia uma aliança ali. Noivado! Em breve eu ganharei um sobrenome! Eu sempre quis... Mas... Eu nasci escrava. Nós não recebemos sequer nomes. Minha primeira senhora foi uma mulher doente, e meu trabalho era cuidar dela... Ela era tão boa... Após sua morte, eu mudei de dono... e desde então eu uso o nome dela..."Kaori". Mesmo... mesmo assim, eu sempre sonhei em me casar, ter filhos. Mestre Alice me deu essa chance. Não posso jogar fora. Eu... Sim, eu o Amo!-
Após a história da escrava, estavam todos emocionados. ATÉ O LORDE. Sim, ele estava ali e ouvira toda a conversa!
-Então... Agora vocês sabem da verdade. Não se preocupem, eu não farei nada. Apenas peço que se retirem, pois minha noiva precisa descansar...-
E no final eles saíram de lá sem entender mais nada... Voltaram pra estalagem e foram dormir, agora mais sossegados.
E no final eles saíram de lá sem entender mais nada... Voltaram pra estalagem e foram dormir, agora mais sossegados.
domingo, 24 de julho de 2011
An Dragon's Tale Ato 11_ Yellow
Era tardezinha, preparando pra anoitecer, e eles estavam diante de uma enorme mansão. De uma madeira negra, mas brilhante. Parecia toda construída em ébano, mas sem marcas de madeira.
Era bela, apesar de ter um tom obscuro, macabro. Mas mesmo assim bela.
Acima do portão um símbolo que se assemelhava á um "A", com formato que lembrava dois relâmpagos se dividindo, dizia que eles chegaram ao lugar certo...
quinta-feira, 14 de julho de 2011
An Dragon's Tale: Prefácio #1_ Dançarinos das Sombras
Em um salão enorme, três pessoas conversam. Um deles sentado em um trono posicionado ao centro da sala;outro, de frente ao primeiro, parece procurar palavras para dizer algo; e uma mulher, sentada à esquerda do primeiro trono.
-O que você quer, mago?- Disse o lorde, sentado.-Por quê me importunas?-
-Vingança.- respondeu o mago, uma óbvia desculpa.- Vingança e poder.-
-Eu conheço você, Matthew Dearon Marirth. Por quê quer minha ajuda? Você tem poder suficiente para matar qualquer mortal.-
A mulher arregalou os olhos. Aquele homem á sua frente é o famoso mago MDM? Aquele quelançou uma montanha inteira contra uma hidra simplesmente por estar em seu caminho? O quê ele quer com seu amado companheiro? Seus pensamentos são interrompidos pela resposta do poderoso visitante.
-Eu quero me juntar à vocês. Sei que você quer montar uma organização para punir os maus.- Disse o mago ajoelhando-se perante o trono.-Quero entrar nela.-
O lorde se levantou, deu um leve sorriso de canto de boca e apoiou sua mão sob a cabeça do mago, dizendo:
-Você é nosso.-
Segundos após, dois homens entraram na sala. Um deles era forte, grande e portava uma espada enorme nas costas. O outro era um encapuzado de máscara muito pequeno. Não aparentava ter nem 15 anos devido ao diminuto tamanho.
O lorde voltou ao trono e o grande guerreiro parou atrás, levemente á direita do lorde."Um guarda-costas!' pensou MDM, que não notou a aproximação do misterioso garoto que, em um movimento , agarrou com força os cabelos do ainda ajoelhado mago, levantando-o. Riu baixo, de um modo que -pelo menos pensara- apenas o feiticeiro ouviu.
-Um mago.-Disse o mascarado, agora mais alto para todos ouvirem.-Menos um. Vamos atrás de quem agora?
-Precisamos de alguém forte.-Disse a voz onipotente do mestre do castelo.- Zirof, vá para Shanttala. Você já sabe quem.-
O pequeno encapuzado concordou com a cabeça. Mark e Neanna, vasculhem os arredores da vila Lina. Achem a nossa "Artista". eu vou com Matthew atrás das irmãs.-
Zirof, que saíra antes, já estava na porta. Foi seguido pela dama do castelo eo guarda-costas.Logo atrás foi o lorde semi-deus. Parou por alguns segundos e disse, sem se virar.
-Vamos?
O mago acenou com a cabeça e disse:
-Sim, lorde Kain-
E seguiu seu senhor.
-O que você quer, mago?- Disse o lorde, sentado.-Por quê me importunas?-
-Vingança.- respondeu o mago, uma óbvia desculpa.- Vingança e poder.-
-Eu conheço você, Matthew Dearon Marirth. Por quê quer minha ajuda? Você tem poder suficiente para matar qualquer mortal.-
A mulher arregalou os olhos. Aquele homem á sua frente é o famoso mago MDM? Aquele quelançou uma montanha inteira contra uma hidra simplesmente por estar em seu caminho? O quê ele quer com seu amado companheiro? Seus pensamentos são interrompidos pela resposta do poderoso visitante.
-Eu quero me juntar à vocês. Sei que você quer montar uma organização para punir os maus.- Disse o mago ajoelhando-se perante o trono.-Quero entrar nela.-
O lorde se levantou, deu um leve sorriso de canto de boca e apoiou sua mão sob a cabeça do mago, dizendo:
-Você é nosso.-
Segundos após, dois homens entraram na sala. Um deles era forte, grande e portava uma espada enorme nas costas. O outro era um encapuzado de máscara muito pequeno. Não aparentava ter nem 15 anos devido ao diminuto tamanho.
O lorde voltou ao trono e o grande guerreiro parou atrás, levemente á direita do lorde."Um guarda-costas!' pensou MDM, que não notou a aproximação do misterioso garoto que, em um movimento , agarrou com força os cabelos do ainda ajoelhado mago, levantando-o. Riu baixo, de um modo que -pelo menos pensara- apenas o feiticeiro ouviu.
-Um mago.-Disse o mascarado, agora mais alto para todos ouvirem.-Menos um. Vamos atrás de quem agora?
-Precisamos de alguém forte.-Disse a voz onipotente do mestre do castelo.- Zirof, vá para Shanttala. Você já sabe quem.-
O pequeno encapuzado concordou com a cabeça. Mark e Neanna, vasculhem os arredores da vila Lina. Achem a nossa "Artista". eu vou com Matthew atrás das irmãs.-
Zirof, que saíra antes, já estava na porta. Foi seguido pela dama do castelo eo guarda-costas.Logo atrás foi o lorde semi-deus. Parou por alguns segundos e disse, sem se virar.
-Vamos?
O mago acenou com a cabeça e disse:
-Sim, lorde Kain-
E seguiu seu senhor.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Profile 6_ Dante
Nome: Dante Soulburn Holyfield
Idade: 23 anos
Raça: Humano
Altura: 1.72
Peso: 70 kg
Armas: Caladbolg (espada)
Profissão: Paladino.
Olhos: Castanhos, usa um óculos com um grau baixo.
Cabelos: Loiros na altura do peito.
Personalidade: Justo/Paciente
Característica Marcante: Cicatriz no meio da testa
Data de Aniversário: 21/11
Parentesco: Blaze (Birminth)Soulburn(Primo)
Chad Soulburn(Primo)
Leena Soulburn (irmã)
Angus Soulburn (tio, desaparecido)
Grace Soulburn (tia, morta)
Adray Soulburn (pai, falecido)
Lylia Holyfield(mãe, falecida)
Maryenne Holyfield(Prima)
Mote: “MAIZEIM?”
Elemento: fogo/Luz
Nível de Poder:4.5
S.I.E.G.E.: Phoenix (5.5)
Seiyū : Francisco Gomes
Ilustração by: Mim XD (@NandoDyow)
Seiyū : Francisco Gomes
Ilustração by: Mim XD (@NandoDyow)
Profile 1.5_ Samantha

Nome: Samantha Birminth Soulburn
Idade: 12 anos
Raça: Humana
Altura: 1.43
Peso: 46 kg
Armas: Bo ou geralmente mãos nuas.
Profissão: Curandeira
Olhos: Verdes
Cabelos: Loiro escuro, quase castanho; liso, na altura do meio das costas.
Personalidade: Brincalhona/inocente
Característica Marcante:
Data de Aniversário: 17/5
Parentesco: Bianca Birminth (Soulburn)(mãe)
Blaze (Birminth) Soulburn (pai)
Chad Soulburn(tio)
Angus Soulburn (avô, morto)
Grace Soulburn (avó, morta)
Mote: “PAAAAAAAAIIIIIIIIÊÊÊÊÊÊ!!!”
Elemento: Luz
Nível de Poder:2.5
S.I.E.G.E.: Sprite (2.0)
Seiyū: Inexistente (eu criei XD)
S.I.E.G.E.: Sprite (2.0)
Seiyū: Inexistente (eu criei XD)
Arte by: Yuuki.
sábado, 9 de julho de 2011
An Dragon's Tale Ato 10_ My Sacrifice
=========Em Algum Outro lugar=======
É um aposento escuro. Nuvens trovejantes clareiam da janela, indicando o quão maldito é aquele lugar. A única iluminação vem dos seus raios e mesmo assim o mais negrume breu deixa a sala praticamente às trevas. Um leve vulto parece se distinguir por entre a escuridão. Está sentado em um trono e parece estar rindo sozinho. Sua risada é perversa, sádica e altera seu volume de tempos em tempos.
Ele está tão distraído em sua risada que não nota a aproximação de um outro, um ser pequeno (possívelmente uma criança) encapuzado, usando uma máscara. Só percebe que está acompanhado quando seu nome é proclamado.
-Emperador Azamael?-A voz vinda da máscara lembra muito a voz de uma criança mesmo. Ao ouvir seu nome, o emperador negro parou de rir. -Os FoBios massacraram as tropas de Khelkar. O que faremos agora?-
A porta atrás do garoto estava aberta. Das luzes do corredor via-se um homem alto de cabelos brancos compridos e lisos, segurando uma foice.
Não se via rosto do imperador. A escuridão não permitia isso. Segundos passaram e os três estavam quietos, imóveis. Os dois homens esperavam ordens do Imperador Azamael à sua frente.
-Nada.-
A resposta curta do imperador assustou os dois homens. Essa era a hora exata para atacarem! Mas... Por quê aquele homem não consentia?
-Mas senhor...- Tentou insistir o garoto.
Os olhos de Azamael começaram a brilharem. O garoto abaixou a cabeça.
-Sim, Imperador.-
E saiu à porta. O lorde negro voltou á sua risada insana na qual ele havera se confinado anteriormente.
- Kinneas, prepare as FoBios. Vamos atacar a capital. Não deixem que ninguém sobreviva.-
-Mas... o Imperador--
-O IMPERADOR ESTÁ LOUCO!!! E você é só um mero mercenário contratado. Não cabe à você questionar minahs ordens. Fui claro?-
-Sim, senhor.-
-Ótimo. E mande junto alguns de seus soldados. Esta batalha é importante!-
-Sim, senhor.-
E os trovões pareciam que não iriam cessar tão cedo naquela terra maldita...
======Khelkar======
Havia uma feira na cidade, pra ser mais exato, perto da praça onde o grupo havera se acordado no primeiro dia na capital. Crianças brincavam na praça, comerciantes expunham produtos aos interessados, enfim, a economia fazia acontecer.
A feira não era tão grande quanto as de Cyan, mas mesmo assim eram dignas de nota.
Em uma bancada de frutas e legumes estava uma bela donzela. Ela era doce como o mais saboroso brigadeiro em dia de chuva, linda como a mais bela rosa, e alegre como uma criança humilde. Tinha sempre um sorriso simpático lhe estampando o rosto, ela parecia comprar frutas. Brincava com o velho vendedor se "os legumes estavam mesmo frescos". Sua bondade e humildade fazia com que o comerciante não se irritasse com a piada, muito pelo contrário, ele levava na brincadeira.
-Ehhh... Perdão?...-
A garota quase deu um pulo, mas se virou, na direção de quem estava chamando sua atenção. Blaze e seu grupo.
-Vo... você é Midori Takara?...-
O líder do grupo estava corado por causa da beleza da moça. Ela deu uma risadinha tímida quando notou como ele havera ficado.
-Sim, sou. O que desejam?-
Mesmo sendo estranhos, ela continuava alegre e comunicativo. Era como se nada abalasse ela.
-O... O exército precisa de você...-
Ou quase nada. A expressão da garota mudou. O sorriso dela diminuiu e ela parecia desolada. Blaze se culpava por ter sido direto demais.
-Não posso, nem quero. Tem coisas mais importantes para mim e vocês já me tiraram demais!-
Ela estava irritada, arisca. Todos os mercadores olhavam para eles com olhar de ódio. Pareciam que iriam devorar eles com os olhos.
Mais uma pessoa entrou na conversa.
-Estes cavalheiros estão lhe encomodando, Midori?-
A garota se acalmou. O companheiro era grande, com uma barriga levemente saliente, ams não chegava a ser gordo. Ele estava acima da lona de uma barraca apontando uma flecha na direção deles. Arqueiro.
-Não, tudo bem, Neo. A gente já terminou aqui.-
Após estas palavras cheias de rancor ela se virou pra ir embora. O arqueiro, com um pulo, desceu da lona. Caui atrapalhadamente. A garota correu para ajudá-lo.
-Tudo bem com você?-perguntou ela.
-Aaaaii... Eu tô legal. Só caí de mal jeito.-
Ele esboçou um sorriso inocente e ela deu um pequeno beijo na testa dele.
-Você é um amor.-Disse ela, docilmente.
E virou-se para eles e disse, de modo rude:
-E não me procurem mais.-
Os dois foram embora. O grupo ficou sem entender nada sobre a atitude da moça e sua bipolaridade que eles testemunharam.
-Vocês não deviam ter feito isso...-Disse o velho vendedor de frutas, que estava guardando o saco cheio de frutas ao qual a garota esquecera na sua banca.
Estava na hora de eles vivarem detetives.
-"Por...?"- Perguntou Hayato ao velho homem.
-Essa garota... Midori... É uma menina atormentada. Sua irmã já trabalhou com vocês sabia? É... Ela já foi do exército. Era uma dos trâs generais!-
-Não somos do exérci--
Blaze tentou explicar, mas foi cortado por Hayato.
-"Shhh... Deixe ele continuar".-
Mesmo assim, o velho seguiu com o assunto.
-Não foi o quê apareceu agora.-
-Senhor... Por favor, continue.-
-Certo.- Prosseguiu o vendedor.- A irmã de Midori, Kayaku... Bem... Ela perdeu o movimento das pernas e vive em casa, deprimida... O título de "General" deveria ter sido passado para esta jovem donzela, mas... Ele foi "conficado" por Kimi, que se tornou a nova general, alegando que Midori teria que se preocupar com sua irmã mais velha. Midori vive entre a distância de sua mãe e a reprovação do pai, âmbos punindo-a por não ter conseguido o posto. Mas mesmo assim, a garota passa os dias alegre, cuidando de sua irmã junto com Neo, que seu pai, mesmo rejeitando ela, contratou como guarda-costa dela. Pobre garoto... Tão atrapalhado quanto uma criança aprendendo a andar... Mas mesmo assim, mesmo depois de tudo o quê ela já passou, vocês vem aqui pedindo para que ela se torne um Cão do Exército!?! E ainda ficam sem entender o por quê de ela ser tão rude com vocês?!? Pensem... ela está ocupada demais com a irmã... sofre por pressão dos pais... Ela mêsma não se perdoa por não ser uma general... E VOCÊS AINDA QUEREM QUE ELA SE TORNE UM ESCRAVO DO CASTELO??-
Yama cutucou Blaze. Os outros mercadores e os seus clientes estavam olhando-os seriamente. Alguns estavam armados e se aproximavam lentamente deles. O velho terminou com um pedido:
-Por favor, pelo menos por enquanto não procurem por ela novamente!-
-"Vamos".-Disse Hayato.
-Mas -- tentou falar Blaze. Ele queria continuar. Lutaria se fosse preciso.
-VAMOS.- Repetiu Hayato. Não era um pedido. Eatava claro que, se fosse necessário, ele os abandonaria ali pra lutar contra os civis.
Blaze aceitou. Afastaram-se lentamente da feira.
-Então... O quê faremos agora?-perguntou Samantha-
-Eu não sei. Eu LUTARIA lá se fosse necessário.- Insistiu Blaze.
-"Isso seria insensato. Os civis iriam se rebelar contra o exército e o exército contra nós. No final, perderíamos."-
O invocado líder pensava que ele diria algo como "Nós, heróis, não lutamos contra o povo, e sim ao lado do povo". Pra dizer a verdade, fazia algum tempo que ele não se auto-proclamava HERÓI.
-Então, "senhor sábio", o que faremos agora?- Perguntou Blaze para Hayato, que estava sentado no meio da rua segurando o papel onde estava listado os nomes.
-"Simples. Vamos pro próximo.não havia uma ordem para procurá-los, certo?"-
Realmente, ele estava certo. Não foi dito que ela deveria ser a primeira a ser procurada só por estar no topo da lista.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Profile 2_ Hayato
Nome: Hayato Tokusaki
Idade: 25 anos
Raça: Humano oriental
Altura: 1.75
Peso: 67 kg
Armas: Duas Cimitarras que ele chama de Marie e Elizabeth
Profissão: Guerreiro do Deserto
Olhos: Pretos
Cabelos: Pretos até a altura dos ombros
Personalidade: Calmo/tranquilo
Característica Marcante: Se considerar um Herói o tempo todo/seu forte sotaque.
Data de Aniversário: 1/6
Parentesco: Isamu Tokusaki(pai)
Sayuri Tokusaki(Irmã)
Mote: “EU SOU O HERÓI DAQUI!”
Elemento: Terra/Vento
Nível de Poder: 4.5
S.I.E.G.E.: Kronos (Clocker) 7.0
Seiyū: Eduardo "Polonha" Daniel.
E, como foi com o Blaze, um desenho pra ilustrar ele. Foi feito por mim e contém alguns erros, eu sei. Mas é "intendível". XD
Idade: 25 anos
Raça: Humano oriental
Altura: 1.75
Peso: 67 kg
Armas: Duas Cimitarras que ele chama de Marie e Elizabeth
Profissão: Guerreiro do Deserto
Olhos: Pretos
Cabelos: Pretos até a altura dos ombros
Personalidade: Calmo/tranquilo
Característica Marcante: Se considerar um Herói o tempo todo/seu forte sotaque.
Data de Aniversário: 1/6
Parentesco: Isamu Tokusaki(pai)
Sayuri Tokusaki(Irmã)
Mote: “EU SOU O HERÓI DAQUI!”
Elemento: Terra/Vento
Nível de Poder: 4.5
S.I.E.G.E.: Kronos (Clocker) 7.0
Seiyū: Eduardo "Polonha" Daniel.
E, como foi com o Blaze, um desenho pra ilustrar ele. Foi feito por mim e contém alguns erros, eu sei. Mas é "intendível". XD
domingo, 26 de junho de 2011
Profile 1_ Blaze
Não, hoje (na verdade, devia ter sido ONTEM XD) não vai ter nenhum capítulo da DT ("Aaaaahh..."). Mas não deixarei vocês na mão. Muito pelo contrário.
Lembram quando eu informei sobre FICHAS DE PERSONAGENS?Hoje darei um exemplo de uma delas. A do Blaze, na verdade.
Nome Completo: Blaze (Birminth) Soulburn
Idade: 29 anos
Raça: Humano
Altura: 1.72
Peso: 69 kg
Armas: Tudo.
Profissão: Improvisador/Líder dos Novos Dragoons
Olhos: Castanhos
Cabelos: Castanho-claro, espetados e puxados para trás
Personalidade: Inocente/Determinado
Característica Marcante: Estar sempre reclamando de algo.
Data de Aniversário: 29/8
Parentesco: Bianca Birminth (Soulburn)(esposa)
Samantha(Birminth)Soulburn (filha)
Chad Soulburn(Irmão)
Dante (Soulburn) Holyfield(primo)
Leena Soulburn (prima)
Angus Soulburn (pai, morto)
Grace Soulburn (mãe, morta)
Adray Soulburn (tio, falecido)
Chad Soulburn(Irmão)
Dante (Soulburn) Holyfield(primo)
Leena Soulburn (prima)
Angus Soulburn (pai, morto)
Grace Soulburn (mãe, morta)
Adray Soulburn (tio, falecido)
Mote*: “Ótimo...”
"Tipo...AGORA?"
Elemento**: Fogo
Nível de Poder***: 4.0
S.I.E.G.E.****: Bomb (5.0)
Seiyū*****: Ninguem (ou talvez eu mesmo XD)
* Pra quem não entendeu, Motes são frases, citações, comuns da personagem.
** Sim. Eu separei os personagens por elementos. Luz, Trevas, Fogo, Água, Ar e Terra são os elementos que um personagem pode ter.ás vezes, pode existir um personagem com MAIS DE UM ELEMENTO.
*** Nível de poder é uma escala variante indicando o quão poderoso/a ele/a é. Ela pode variar de 0~10, de acordo com o personagem. Personagens com 10 aqui são EXTREMAMENTE raros, se é que eu vou criar algum. Não insitam, por favor. u.Ú
**** S.I.E.G.E. Poderia explicar isso agora, mas vou guardar essa surpresa pra depois... Por enquanto não é nada que devam se preocupar. XD
*****Seiyū: No geral, Seiyū seria os dubladores japoneses de animes. Eu "encorporei" o nome pra dizer de quem eu me baseei pra fazer cada personagem)
E, agora, vou terminar aqui com o desenho de um amigo de como é o Blaze.
Arte por Matheus "Dyner". ;)

@MathDyner
sábado, 18 de junho de 2011
An Dragon's Tale Ato 9_ Fuel
Hora do almoço. Ao passar por uma porta do outro lado da escada, chegaram á sala de jantar. As garotas estavam esperando, já sentadas: Samantha, a menininha (que Blaze não fazia idéia de quem era), uma ao lado da outra. Maishiro não estava entre eles...
-Até que enfim! Tô morrendo de fome!- Disse impacientemente Leena, quando eles chegaram.
Todos se acomodaram. A mesa era grande, e ficara 3 assentos vazios após todos se sentarem.
Dante agradeceu pelo alimento e, logo após, só se ouviam sons de mordidas e garfadas.
Carne de javali, salada contendo repolho, alface e cenora, uma cesta com maçã, pêra, laranja e morangos estava posta num canto. Haviam vinhos, hidromel e, para as crianças, suco de romã. Logo após, amêndoas acúcaradas de sobremesa e sonhos (que Hayato tinha a estranha mania de chamar de "Krapfen").
Após a alimentação, finalmente o silêncio foi interrompido por Dante, que estava na ponta da mesa, indicando ser o homem da casa.
-Certo. Agora vamos conversar sobre...--
-Espera!- Blaze cortou Dante.- Não falta alguém? Tipo... sua irmã???-
-Não. Ela está... ali.- Eapontou pra Leena.
Nessa hora, o queixo de Blaze caiu. Os dois orientais já tinham notado quem era a irmã de Dante, só Blaze que não. Ele ficou looongos segundos pensando, compreendendo. Tudo fazia sentido agora. Menos um ponto.
[Vou cortar a cena de Dante explicando toda a história do encantamento lançado em Leena, pra não ficar "enchendo linguiça" =]]
-AAAhhhh.... Agora sim. Caiu minha ficha.-
-Aheem... Posso falar agora?-
Disse Dante, tentando voltar ao assunto que iria começar antes. Blaze concordou.
-Bem, vocês estão procurando soldados, não é? Nós também precisamos de tropas, e realmente, há civis com habilidades "acima da média" nessa cidade. Só que eles estão... ocupados...-
-"Simplifique."- Pediu Hayato. Ele era um dos mais interessados nos novos Dragões.
-Eles estão em missões particulares, objetivos mais fortes e, por isso, incapacitados de se juntarem ás tropas, nem ao seu grupo. Eu quero que vocês façam um favor pra mim. Entendam isso como uma missão. Facilitem o objetivo deles. Façam com que terminem suas buscas mais depressa!-
Após alguns curtos segundos em que Blaze e os outros pensavam, Batidas fortes e desesperadas invadiram a porta de entrada da casa da família Holyfield-Soulburn. A porta estava sendo esmurrada quando Dante se levantou.
-Já volto.-
Ao abrir a porta, lá estava o soldado fraco e medroso, esbaforido. Falava pausado, por falta de ar.
-A tropa... de Kenonm... chegou.-
O general virou-se para os outros e disse:
-Vamos pro castelo.-
Chegariam alguns minutos depois na sala de audiência, onde Blaze já tinha passado antes. Dante conhecia alguns atalhos, e sua casa não era muito longe da moradia imperial.
O local estava diferente. Não haviam mais empregados entrando e saindo das portas laterais, como havera Blaze visto em sua passada por ali. Mas havia, por sua vês, doze pessoas, muitos com uma idade um tanto avançada, e alguns de raças não-humanas. Entre eles, o velho Syao Kyu, o líder do clâ Toeda e pai adotivo de Yamakishiro.
Eram os doze clâs que compunham o reino.
Eles estavam no segundo andar, esperando alguma declaração dos dois que estavam á frente, e notaram a chegada do grupo.
Á frente, estava o rei Magnus e um cavaleiro com uma armadura completa negra, mas não aparentava maldade. Era um preto reluzente, brilhante, quase vivo. Sua armadura não deixava que seu rosto ou qualquer outra parte de seu corpo fosse vista, impossibilitando dizer se era homem, mulher, ou sequer humano.
Ele parecia cansado, abatido, e esperava apenas a chegada de Dante para começar a falar.
Dante aproximou-se do trono, onde os dois estavam, com os outros logo atrás. Se agachou diante do rei (com os outros repetindo o mesmo cumprimento) e o cavaleiro negro começou a falar.
-As tropas de Azamael nos atacaram. Fomos dizimados! Apenas eu sobrevivi. Por sorte, devo dizer. Mas todos os meus soldados foram mortos por... aqueles... aquelas...aberrações.
-Explique o que era.- Pediu o rei.
-Seres monstruosos. Peludos e com múltiplas garras afiadas! babavam horas ácido, horas veneno! Pareciam aranhas saídas do maior pesadelo de um homem!-
Dava de ver que ele (pela voz grossa e roucaparecia ser um homem) tremia na base.
-Então ele quer mesmo guerra.-
-Tenho que dizer que sim.-
-Droga! Justo agora que estamos com poucos soldados e que a Kimi está longe?!-
-Senhor- Dante entrou no assunto.- Convocaremos os reservas.-
-Mas você sabe que não pode. Eles não aceitarão entrar sem terminar suas próprias metas.-
-Estou trabalhando nisso. Peço que deixe que este grupo colabore em cada caso.-
-Permissão concedida. Precisamos de toda a ajuda possível.-
Dante virou-se devolta para seus amigos.
-Me esperem lá fora. Preciso discutir com o rei e com Kenonm detalhes.
Os quatro voltaram ao corredor que dava acesso ao enorme salão. Alguns minutos depois Dante voltou com um papel em mãos.
-Pronto. Disculpem a discrição, mas era um assunto realmente sigiloso. Kenonm está agora mesmo discutindo nossas táticas com o rei. Aaah! Aqui.- e entregou o papel para Blaze- Esta é uma lista com os nomes e onde estão as pessoas que vocês devem encontrar. Boa sorte.-
E literalmente ARRASTOU eles pra fora do castelo. Tinham uma nova missão agora.
[note que nenhum deles concordou com a proposta abertamente. XD]
O primeiro nome da lista era "Midori Takara".
-Até que enfim! Tô morrendo de fome!- Disse impacientemente Leena, quando eles chegaram.
Todos se acomodaram. A mesa era grande, e ficara 3 assentos vazios após todos se sentarem.
Dante agradeceu pelo alimento e, logo após, só se ouviam sons de mordidas e garfadas.
Carne de javali, salada contendo repolho, alface e cenora, uma cesta com maçã, pêra, laranja e morangos estava posta num canto. Haviam vinhos, hidromel e, para as crianças, suco de romã. Logo após, amêndoas acúcaradas de sobremesa e sonhos (que Hayato tinha a estranha mania de chamar de "Krapfen").
Após a alimentação, finalmente o silêncio foi interrompido por Dante, que estava na ponta da mesa, indicando ser o homem da casa.
-Certo. Agora vamos conversar sobre...--
-Espera!- Blaze cortou Dante.- Não falta alguém? Tipo... sua irmã???-
-Não. Ela está... ali.- Eapontou pra Leena.
Nessa hora, o queixo de Blaze caiu. Os dois orientais já tinham notado quem era a irmã de Dante, só Blaze que não. Ele ficou looongos segundos pensando, compreendendo. Tudo fazia sentido agora. Menos um ponto.
[Vou cortar a cena de Dante explicando toda a história do encantamento lançado em Leena, pra não ficar "enchendo linguiça" =]]
-AAAhhhh.... Agora sim. Caiu minha ficha.-
-Aheem... Posso falar agora?-
Disse Dante, tentando voltar ao assunto que iria começar antes. Blaze concordou.
-Bem, vocês estão procurando soldados, não é? Nós também precisamos de tropas, e realmente, há civis com habilidades "acima da média" nessa cidade. Só que eles estão... ocupados...-
-"Simplifique."- Pediu Hayato. Ele era um dos mais interessados nos novos Dragões.
-Eles estão em missões particulares, objetivos mais fortes e, por isso, incapacitados de se juntarem ás tropas, nem ao seu grupo. Eu quero que vocês façam um favor pra mim. Entendam isso como uma missão. Facilitem o objetivo deles. Façam com que terminem suas buscas mais depressa!-
Após alguns curtos segundos em que Blaze e os outros pensavam, Batidas fortes e desesperadas invadiram a porta de entrada da casa da família Holyfield-Soulburn. A porta estava sendo esmurrada quando Dante se levantou.
-Já volto.-
Ao abrir a porta, lá estava o soldado fraco e medroso, esbaforido. Falava pausado, por falta de ar.
-A tropa... de Kenonm... chegou.-
O general virou-se para os outros e disse:
-Vamos pro castelo.-
Chegariam alguns minutos depois na sala de audiência, onde Blaze já tinha passado antes. Dante conhecia alguns atalhos, e sua casa não era muito longe da moradia imperial.
O local estava diferente. Não haviam mais empregados entrando e saindo das portas laterais, como havera Blaze visto em sua passada por ali. Mas havia, por sua vês, doze pessoas, muitos com uma idade um tanto avançada, e alguns de raças não-humanas. Entre eles, o velho Syao Kyu, o líder do clâ Toeda e pai adotivo de Yamakishiro.
Eram os doze clâs que compunham o reino.
Eles estavam no segundo andar, esperando alguma declaração dos dois que estavam á frente, e notaram a chegada do grupo.
Á frente, estava o rei Magnus e um cavaleiro com uma armadura completa negra, mas não aparentava maldade. Era um preto reluzente, brilhante, quase vivo. Sua armadura não deixava que seu rosto ou qualquer outra parte de seu corpo fosse vista, impossibilitando dizer se era homem, mulher, ou sequer humano.
Ele parecia cansado, abatido, e esperava apenas a chegada de Dante para começar a falar.
Dante aproximou-se do trono, onde os dois estavam, com os outros logo atrás. Se agachou diante do rei (com os outros repetindo o mesmo cumprimento) e o cavaleiro negro começou a falar.
-As tropas de Azamael nos atacaram. Fomos dizimados! Apenas eu sobrevivi. Por sorte, devo dizer. Mas todos os meus soldados foram mortos por... aqueles... aquelas...aberrações.
-Explique o que era.- Pediu o rei.
-Seres monstruosos. Peludos e com múltiplas garras afiadas! babavam horas ácido, horas veneno! Pareciam aranhas saídas do maior pesadelo de um homem!-
Dava de ver que ele (pela voz grossa e roucaparecia ser um homem) tremia na base.
-Então ele quer mesmo guerra.-
-Tenho que dizer que sim.-
-Droga! Justo agora que estamos com poucos soldados e que a Kimi está longe?!-
-Senhor- Dante entrou no assunto.- Convocaremos os reservas.-
-Mas você sabe que não pode. Eles não aceitarão entrar sem terminar suas próprias metas.-
-Estou trabalhando nisso. Peço que deixe que este grupo colabore em cada caso.-
-Permissão concedida. Precisamos de toda a ajuda possível.-
Dante virou-se devolta para seus amigos.
-Me esperem lá fora. Preciso discutir com o rei e com Kenonm detalhes.
Os quatro voltaram ao corredor que dava acesso ao enorme salão. Alguns minutos depois Dante voltou com um papel em mãos.
-Pronto. Disculpem a discrição, mas era um assunto realmente sigiloso. Kenonm está agora mesmo discutindo nossas táticas com o rei. Aaah! Aqui.- e entregou o papel para Blaze- Esta é uma lista com os nomes e onde estão as pessoas que vocês devem encontrar. Boa sorte.-
E literalmente ARRASTOU eles pra fora do castelo. Tinham uma nova missão agora.
[note que nenhum deles concordou com a proposta abertamente. XD]
O primeiro nome da lista era "Midori Takara".
sábado, 11 de junho de 2011
An Dragon's Tale Ato 8_ Boulevard of Broken Dreams
-Então, Dante... você mora sozinho?- Perguntou Blaze, pensando que ele deveria ter uma namorada, esposa ou algo assim.
-Não, eu moro com a minha irmã mais velha.- Disse inocentemente Dante.
Eles tavam passando o portão da casa naquele instante. O muro da casa era feito de rochas cautelosamente montadas para dar um ar de nobreza ao lar dos Soulburn-Holyfield.
O portão,por sua vez, era feito de grades que formavam figuras de raízes de árvores cheias de detalhes em bronze, que também decoravam a parte superior do muro, fazendo parecer com pequenas lanças apontando para o alto.
Um pomar protegido logo após os baixos muros, mostrava mais classe à família. Tinha arbustos em formatos de animais, pessoas e objetos.Uma grande e larga árvore crescia lateralmente na grande casa, com a casa ocupando todo um lado da mesma.
A casa(uma pequena mansão, na verdade) em si era uma elegância á parte. Era enorme,de cor bege bem clara, com dois andares. Tinha uma torre em um dos cantos (o que não se encontrava com a árvore), e havia uma janela(mais parecia uma porta dupla, devido ao tamanho) proveniente do enorme do telhado, de onde, presumia Blaze, Dante ou sua irmã atravessavam para olhar o as estrelas, o nascer ou o pôr do sol, sentados no telhado.
Após passarem por uma pequena estrada de pedras e areia batida devidamente alinhada, chegaram a um curto lance de escadas, que levava por sua vêz a um alpendre que tinha uma cadeira de balanço e o outro lado tinha uma porta de madeira de cor castanho-rubro, tudo iluminado por uma fraca lanterna no centro da marquise, o que dava um tom tranquilo á entrada do lar. Eles foram levados o caminho todo com o anfitrião na dianteira. Ele destrancou a porta, virou-se para os outros e pediu cochichando:
{-Façam silêncio! Minha irmã está dormindo! Ela fica uma fera se for acordada!-} Dante falou baixinho aquilo. Dava de se ouvir risadas abafadas vindo de Blaze e Samantha, por pensarem que o valoroso general tem medo da irmã mais velha...Mas logo foram cortados por uma expressão séria de Dante {- Seus quartos ficam no segundo andar. Tem três quartos lá. Blaze, durma junto com sua filha. Hayato, nada contra você dividir o quarto com o garoto, certo?-}
Antes que o espadachim pudesse responder, Dante continuou.
{-Ótimo. Yamakishiro está no último quarto. Nos encontramos amanhã no café. eu vou pra cama agora.-}
Dante entrou e sumiu na escuridão. A luz era fraca, pois já estavam no meio da noite. Os cochichos e tropeços eram sons comuns, mas nada alarmante(fora uma pequena confusão na Ante-sala).
Até que Hayato respondeu:
{- "Achei a escada! Venham com cuidado, pois está realmente escuro aqui."-}
Subiram com cuidado, nenhum tombo, fora alguns encontrões e uma pisada no pé de Hayato pelo Blaze.
Ao chegarem lá, viram as portas dos quartos. A primeira, logo do lado da escada, e as outras seguindo um corredor,do lado da escada, consecutivamente. Havia uma pequena estátua de uma donzela halfling [ou hobbit, como queiram chamar] entre a primeira e a segunda porta. Ela estavade braços cruzados, olhando para o fim da escada. Parecia olhar para eles. Na verdade, pelo movimento de respiração, OLHAVA para eles.
Ela não era uma estátua de halfling, mas na verdade uma garotinha humana. VIVA, apenas imóvel. Ou não, pois foi só ser notada que ela abrir um enorme sorriso sapeca e foi em direção deles.
====================MINUTOS ATRÁS...===================
Eu espero que eles gostem da Leena...
Ela é legal, só encomoda um pouco quando pega no pé...
Estamos quase na minha casa. Por sorte eles só vão ver ela amanhã. Estão todos alegres, apesar de bem abatidos (com excessão de Hayato, que devia estar dormindo antes da gente ter chegado). Deve ter sido uma longa viagem de Cyan até aqui... Fizeram em um tempo récorde, inclusive. 3 dias! Quem iria imaginar que mesmo depois das batalhas no vale Kanwa e o incidente na vila Linna, eles estariam tão cedo aqui? Merecem meu respeito por isso...
Falando nas duas confusões, a gente poderia enviar soldados para melhorar as relações com o vale ou mandar algumas tropas investigar afundo a torre da vila se não estivéssemos tão desesperados...
Vamos esperar pelo menos Kenonm chegar de sua patrulha.
Chegamos em casa. Fiz um comentário sobre minha irmã, e eles riram. Mal fazem idéia de QUEM eu estou falando. Terão uma enorme surpresa amanhã.
Vou aproveitar e ir pro meu quarto, antes que ela perceba que temos visitas. Agora que eu dei um "mapa" para eles conseguirem chegar em seus quartos, é melhor eu ir logo pro meu...
Parece que vai dar tudo certo. Minha cama, arrumadinha(heheh...); Cama da Leena, arrumadinha, odeio quando ela bagunça a cama toda e eu que tenho que ajeitar..."MAZEIM?"[Dante, sob pressão, tem gírias próprias XP...] CADÊ ELA? "PÉLAMÔR" DE TITTUS [Tittus é uma divindade local =P], ELA NÃO... DORMIU... NUM DOS QUARTOS DE HÓSPEDES... DENOVO... [... e fala pausando também XD]
AI CAGAMBA! Preciso ir lá. AGORA.
Saio do quarto correndo e -já consigo ouvir ela enchendo eles de perguntas-subo as escadas no meio de uma pergunta dela. Blaze está arrancando seus próprios cabelos, Samantha está tentando conversar calmamente com ela, Hayato está sem entender nada e o menininho está com medo, encolhido no canto... E ela continua:
-Então, de onde vieram?-Ela disse, quase enfiando o dedo no rosto do Blaze....
============================================================
-Nós-Começou a falar Blaze.
-Quem são?
Blaze chegou a mecher a boca,mas foi interrompido.
-O quê querem aqui?
Hayato tentou falar. Foi interrompido.
-São ladrões? Gatunos? Não sabem que cometeram a maior burrada de suas vidas em invadir a casa de um general?
Blaze estava ficando vermelho já. Não de vergonha, de raiva mesmo. Nada o irritava mais do que não conseguir falar. Sentia vontade de dar umas boas palmadas naquela criança, mas seria um ato rude, uma vez que estavam de convidados ali. Mas ela não calava a boca...
-Espera meu irmãozinho chegar aqui. Ele vai bater tanto em vocês... vai deixar vocês roxos, vai quebrar este seu nariz imundo, vai arrancar os cabelos daquele japinha ali, e vai...vai...-
Ela finalmente se calou. Viu Samantha ali, e travou.
Dante finalmente achou a brecha para apresentá-los.
Passou entre Blaze e a garotinha, fazendo com que se afastassem, ficando a alguns passos de distância.
A garota se assustou com a tranquilidade de Dante, e começou a fazer suas já normais perguntas:
-Quem são eles? Por que estão aqui? O que eles querem? FALA LOGO!
-Bem, eles são convidados meus... vão passar a noite aqui...- Quanto mais Dante falava, mais sua voz diminuia. parecia uma relação de submissão. Blaze começou a achar aquilo estranho e idiota, uma vez que ela era só uma garotinha.
-Por quê eu não fui avisava disso?- O tom arrogante e autoritário dela irritava Blaze, que começou a pensar de novo em lhe dar umas boas palmadas.
-Bem...-Foi uma resposta de Dante, mas ele foi cortado pela criança.
-Você pega qualquer pessoa na rua e-
Dessa vez, ela foi cortada. Blaze estava se segurando até ali, mas agora havera sido rebaixado demais.
-Qualquer um não! Eu sou BLAZE SOULBURN, e sou primo dele.- Falou ele orgulhosamente.
A garota se calou denovo. Seus braços arquearam para trás, e sua boca fez um formato de O. Ela olhou nos olhos de Blaze, mas logo desviou o olhar, e foi em direção à Samantha.
-E ela?-
-Minha filha.-Respondeu o irritadiço herói, rosnando.
-Hummmm... Legal. Ok, mas ela vai dividir o quarto comigo.
-Mas... e EU??- Perguntou Dante.
-Quarto de hóspedes- Ela respondeu como se fosse a pergunta mais idiota do mundo, e terminou com um sorriso inocente. Blaze pensou que ela poderia ser legal se não fosse uma peste. Poderia.
Dante disse, em um suspiro enjoado:
-Putz...-
Todos pros seus quartos, organizando no final a garotinha junto com Samantha, Dante com Blaze, Hayato com Maishiro( no qual, sempre que o oriental perguntava onde ele se juntara ao grupo, o garotinho mudava de assunto) e, em tese, Yama no último quarto. Era estranho ele não ter se juntado ao grupo ainda.
Enquanto arrumavam a cama para poderem, finalmente, ir dormir, Blaze pensou que a irmã mais velha de Dante deveria ter um sono bem pesado, para não ter acordado com a bagunça. Aproveitou que estava Dante ali e perguntou à ele, curioso:
-E a tua irmã mais velha? Quando a gente vai vê ela?-
-Mas você acabou de ver ela- Recebeu como resposta. Ele nem o olhou (estava um de costas para o outro arrumando suas camas) e encarou a pergunta como se fosse algo sem importância.
Blaze preferiu não tocar mais no assunto. Ela devia estar ali, no escuro, olhando tudo, em silêncio. Ou chegou junto com dante e preferiu deixar para se apresentar na hora do café, ou era tímida demais para se apresentar no meio de tão constrangedora cena. Blaze sentiu vergonha de não ter notado a moça. Segundo Dante, ela devia ter 27, alguns anos a mais que ele, que tinha 22.
-E a garotinha?- Continuou Blaze.
Dante parou por alguns segundos. Precisava ter certeza de que tinha entendido direito.
-Leena.-
-Isso.-
-Ela não é um amor?-Disse Dante, em meio a um sorriso sincero.
-Ôôôô...-Disse ele ironicamente.-Ela não vai devorar minha filha ou algo assim, vai?-
Dante riu.
-Desculpe por hoje. Ela estava de mal humor. Algo deve ter acordado ela...- Blaze botou a mão na testa em tom de desaprovação. Lembrou da bagunça que fizeram até acharem os quartos.- Amanhã ela vai estar mais tranquila, eu juro! Agora, boa noite.-
Dante se deitou. Blaze retribuiu o comprimento e se deitou em sua cama. Logo pegara no sono, afinal, sua última "cama" fora a grama, na praça. Nem um pouco confortável, por sinal.
Enquanto isso, no andar de baixo, as duas meninas estavam pondo pijamas para ir dormir (o pijama de Samantha era emprestado pela garotinha).
A curandeira notou que a outra deveria ter mais ou menos a mesma idade dela, uma vez que tinham quase o mesmo tamanho. Estava tudo muito quieto e Samantha, que ficara um bom tempo sem nenhuma garota da sua idade para conversar, resolveu puxar assunto:
-Então... Você mora aqui?- Disse ela, meio sem jeito. Depois de ter perguntado, ficou se culpando por ter feito tão idiota pergunta.
-Sim!-Respondeu a animada garotinha.- Eu moro aqui com o Dante!-
Toda frase que ela puxava, era cheia de entusiasmo. Samantha presumiu que não deveriam ter muitas visitas aqui, por isso ela ficara assim. Era irônico pois justamente ELA que deveria correr quem viesse visitá-los.
-Qual seu nome?-Samantha corou após fazer essa pergunta. Sabia que era falta de educação perguntar isso. Segundo ela mesma, estava fazendo uma pergunta errada após a outra.
Mas a menininha não se importava. Gostava de ter alguém da sua idade por perto, seja brincando ou fazendo perguntas como essa. Ao invéz de se irritar, respondeu debaixo de um sorriso que seguia de orelha a orelha: -Leena!- para logo depois voltar a arrumar a cama.
-Mas... Leena não era a irmã MAIS VELHA do tio Dante?-Perguntou Samantha, confusa.
A curandeira tinha facilidade em decorar nomes após ouví-los apenas uma vez. [Sim, isso foi herdado de sua mãe; Blaze tinha MUITO problema com isso.]
-Sim! E esta sou eu!-
Samantha esbranqueceu. Não tinha como uma garota daquela idade ser irmã MAIS VELHA de Dante.
Leena, após ver a cara pasma da pequena sacerdotiza à sua frente, deu uma risadinha baixa e esticou o dedo. Uma nuvem rosa explodiu e, de dentro dela, uma pequena lousa com alguns garranchos aparecera.
Leena, imitando uma professora, começou a explicar o seu problema:
-É assim ó: Há uns 5 anos atrás, eu era graaaaaaande, desse tamanhão! (e esboçou com o braço uma altura imaginável, ficando na ponta dos pés) Eu ia ser general no lugar do maninho (falando de Dante). Mas um dia... eu fui alvo de um encantamento e... bem... virei criança! Simples assim.- E terminou esboçando um enorme sorriso.
Samantha, que ouvira tudo atentamente [outra habilidade herdada de sua mãe XD], após tirar suas conclusões, sentiu que faltara ainda uma pergunta a ser feita.
-Você... nunca tentou voltar à forma anterior? Digo... tamanho original?-
-Náá... Assim é mais divertido.-
Tudo se aquietou denovo. Leena, então, pulou para cima da cama, ficando de joelhos em cima da mesma. Encostou o indicador perto da boca, como se tivesse pensando em algo.
-Mas... Como eu devo te chamar? "Samantha".... nuuum. Você é minha sobrinha, né? Naum, eu não sou muito velha pra ser chamada de "Tia"... Já sei! (Ela desceu o braço e deu um soco com a lateral da mão na outra, aberta, indicando que encontrara uma solução) Você vai ser minha priminha! Isso!-
Samantha sentia-se sem jeito. Seu único tio, Chad, viera lhes visitar umas duas veses que ela se lembre e, mesmo assim, não parecia que teria filhos tão cedo. Ter uma "prima" era algo novo, inesperado. Mas ao mesmo tempo confortante e estimulante.
Ao chegar nessa resposta, Samantha se deitou, feliz.
-"Bá noite!"- Disse a voz alta de Leena, na outra cama.
-Boa noite.- Respondeu Samantha.
=================Algumas Horas Atrás...================
Os dois combatentes vão saindo do castelo acompanhados do general. O sol já estava caindo e logo anoiteceria.
-Afinal, por quê você está aqui, primo?-
Dante perguntou para Blaze, enquanto se despediam.
-Tenho que reúnir...-Ele pensou bastante antes para não assustar seu recém adquirido parente e, porquê não, amigo.-... Um grupo. Isso. Um grupo de aventureiros.-
-Huuuuuummmm... Interessante. Alguma missão em especial?-
-Não, só o de sempre... Dragões, monstros, hidras, HAMTAROS, KOOPAS...-
-Adoraria ajudar, mas...--
-Você tem que proteger o castelo. Eles REALMENTE precisam de você aqui.-
Dante concordou com a cabeça, meio triste, mas aceitando seu destino. Blaze, por sua vêz, sorria de um modo que só usava para sua filha. Não por âmbos serem parentes de sangue. Era por estar falando francamente.
Yama, que estava junto, apenas olhava a cena, sem falar uma palavra. Ele sempre foi bem quieto, sereno, tranquilo.
-Precisam de alguma coisa? Dinheiro, mantimentos, moradia... Onde vocês estão hospedados?-
Insistiu o loiro general.
-Beeeeeemmm... nós estamos na Taverna do Dragão...-
-Então está certo! Vocês vão ficar na minha casa! e eu não vou aceitar um "NÃO" como resposta!-
O olhar dele confessava que ele estava falando sério. Blaze sentia vergonha de admitir, mas odiava dormir em estalagens. Principalmente por não serem muito confortáveis.
Ele concordou com a cabeça e, quando iam saindo para buscar Samantha e Hayato, o enorme portão abriu-se denovo e de lá saiu aquela figura monárquica, cortando o assunto.
-... Mas antes, Toeda, você não veio apenas para apresentar os primos, presumo eu.
Verdade. Blaze, depois de tamanha emoção do encontro com parentes que ele julaga estarem mortos, tinha se esquecido que havera sido Yama quem insistiu para virem aqui. Ele entendeu que, devido ao mistério dos dois, era algo que não precisava que eles (ou, pelo menos Blaze) precisasse saber. Tudo bem.
-Você nos alcança depois, certo?- Disse para o samurai.
O samurai concordou com a cabeça e o rei confirmou:
-Depois eu mando uma escolta até sua casa.-
E os dois reentraram no castelo, deixando os outros dois, que seguiram seu caminho logo após.
-Eu convoco a Reunião dos Doze.- Disse o samurai, sério, para o monarca, enquanto percorriam os corredores.
-Já imaginava que seria isso. É raro que um Toeda venha até aqui. Essa vai ser uma looonga noite...- Disse o rei, com uma expressão enjoada no rosto.
=================== No Dia Seguinte...===================
Blaze se acordou e notou que o sol não entrava pela janela, mas estava um belo dia lá fora. Dormira como não descansava á um bom tempinho. De "bosques traiçoeiros" á praças de cidades, passando pelo desconfortável colchão do templo, na montanha do clâ Toeda...
O sol batia sob uma janela aberta, indicando que já era próximo do meio-dia. Blaze não viu seu parceiro de quarto, o que ele devia ter se levantado há algum tempo. No lugar dele, ao lado da porta, o samurai Yama estava sentado com as pernas cruzadas, apoiando sua katana embainhada no ombro, ficando de vigia. Ao ver seu amigo e protegido acordado olhando pra ele, deu um sorrizo de bom dia, dando a segurança de que estava tudo bem [Ele tinha ficado preocupado com a separação repentina do amigo] , e recebeu uma sonolenta resposta.
Poucos minutos depois, Blaze estava de pé. Não se sentia bem em ter alguém olhando pra ele enquanto dormia, então resolveu se levantar. Pelo sol que batia na janela, era deduzível que já beirava o meio-dia. Precisavam se apressar pois logo o almoço estaria pronto.
Ao sair do quarto, eles notaram Hayato sentado ao lado do corrimão da escada, no andar abaixo, distraído com alguma coisa, de modo que nem viu eles.
Só após descerem, que ele notou os dois. Blaze, curioso, tinha que ver o porquê seu amigo estava tão distraído.
Uma sala ao lado, a fonte de tamanha distração, não havera sido notada na noite anterior. A porta estava aberta, e parecia ser um pequeno templo. No centro dela, uma estátua pouco maior que dois metros e meio mostrava um homem forte, de armadura, com cabeça de águia, segurando uma lança em uma mão e a outra com uma lanterna.
Dante estava de joelhos de frente pra estátua, rezando.
-"Grynigar. Conhecido também como o Árbitro da Ordem. É o deus patrono da justiça.-"
Disse Hayato, sem tirar os olhos da sala ao lado.
-Parece que o Dante é muito mais que só um general...- Falou Blaze, pensativo.
-Como assim?- Perguntou Yama.
-Ele é um campeão da Justiça e dos bons costumes. Em outras palavras, este homem á nossa frente é um PALADINO.- Mais uma vez, Hayato falou sem virar o rosto.
Alguns minutos depois, Dante finalmente terminou suas orações. Virou-se pra trás e viu seus amigos ali. Chamou-os.
-Este... - Disse, quando chegaram. - ...É meu senhor, Grynigar. Ninguém nunca viu ele realmente, então isto é uma percepção artística. Ele tem cabeça de águia indicando sua nobreza. O compo nú dele indica as aflições e abstinências que nós, seus servos, temos que fazer todos os dias. A lança e a lanterna são, na verdade, pra indicar suas batalhas contra as forças da escuridão.-
A enorme estátua, banhada a ouro, mostrava até a barriga da majestosa divindade. Simplesmente o o olhar dela inspirava justiça, ordem, benevolência, nobreza.
-Temos que ir almoçar, vamos?- Disse Dante, com um sorriso tranquilo no rosto.
-Não, eu moro com a minha irmã mais velha.- Disse inocentemente Dante.
Eles tavam passando o portão da casa naquele instante. O muro da casa era feito de rochas cautelosamente montadas para dar um ar de nobreza ao lar dos Soulburn-Holyfield.
O portão,por sua vez, era feito de grades que formavam figuras de raízes de árvores cheias de detalhes em bronze, que também decoravam a parte superior do muro, fazendo parecer com pequenas lanças apontando para o alto.
Um pomar protegido logo após os baixos muros, mostrava mais classe à família. Tinha arbustos em formatos de animais, pessoas e objetos.Uma grande e larga árvore crescia lateralmente na grande casa, com a casa ocupando todo um lado da mesma.
A casa(uma pequena mansão, na verdade) em si era uma elegância á parte. Era enorme,de cor bege bem clara, com dois andares. Tinha uma torre em um dos cantos (o que não se encontrava com a árvore), e havia uma janela(mais parecia uma porta dupla, devido ao tamanho) proveniente do enorme do telhado, de onde, presumia Blaze, Dante ou sua irmã atravessavam para olhar o as estrelas, o nascer ou o pôr do sol, sentados no telhado.
Após passarem por uma pequena estrada de pedras e areia batida devidamente alinhada, chegaram a um curto lance de escadas, que levava por sua vêz a um alpendre que tinha uma cadeira de balanço e o outro lado tinha uma porta de madeira de cor castanho-rubro, tudo iluminado por uma fraca lanterna no centro da marquise, o que dava um tom tranquilo á entrada do lar. Eles foram levados o caminho todo com o anfitrião na dianteira. Ele destrancou a porta, virou-se para os outros e pediu cochichando:
{-Façam silêncio! Minha irmã está dormindo! Ela fica uma fera se for acordada!-} Dante falou baixinho aquilo. Dava de se ouvir risadas abafadas vindo de Blaze e Samantha, por pensarem que o valoroso general tem medo da irmã mais velha...Mas logo foram cortados por uma expressão séria de Dante {- Seus quartos ficam no segundo andar. Tem três quartos lá. Blaze, durma junto com sua filha. Hayato, nada contra você dividir o quarto com o garoto, certo?-}
Antes que o espadachim pudesse responder, Dante continuou.
{-Ótimo. Yamakishiro está no último quarto. Nos encontramos amanhã no café. eu vou pra cama agora.-}
Dante entrou e sumiu na escuridão. A luz era fraca, pois já estavam no meio da noite. Os cochichos e tropeços eram sons comuns, mas nada alarmante(fora uma pequena confusão na Ante-sala).
Até que Hayato respondeu:
{- "Achei a escada! Venham com cuidado, pois está realmente escuro aqui."-}
Subiram com cuidado, nenhum tombo, fora alguns encontrões e uma pisada no pé de Hayato pelo Blaze.
Ao chegarem lá, viram as portas dos quartos. A primeira, logo do lado da escada, e as outras seguindo um corredor,do lado da escada, consecutivamente. Havia uma pequena estátua de uma donzela halfling [ou hobbit, como queiram chamar] entre a primeira e a segunda porta. Ela estavade braços cruzados, olhando para o fim da escada. Parecia olhar para eles. Na verdade, pelo movimento de respiração, OLHAVA para eles.
Ela não era uma estátua de halfling, mas na verdade uma garotinha humana. VIVA, apenas imóvel. Ou não, pois foi só ser notada que ela abrir um enorme sorriso sapeca e foi em direção deles.
====================MINUTOS ATRÁS...===================
Eu espero que eles gostem da Leena...
Ela é legal, só encomoda um pouco quando pega no pé...
Estamos quase na minha casa. Por sorte eles só vão ver ela amanhã. Estão todos alegres, apesar de bem abatidos (com excessão de Hayato, que devia estar dormindo antes da gente ter chegado). Deve ter sido uma longa viagem de Cyan até aqui... Fizeram em um tempo récorde, inclusive. 3 dias! Quem iria imaginar que mesmo depois das batalhas no vale Kanwa e o incidente na vila Linna, eles estariam tão cedo aqui? Merecem meu respeito por isso...
Falando nas duas confusões, a gente poderia enviar soldados para melhorar as relações com o vale ou mandar algumas tropas investigar afundo a torre da vila se não estivéssemos tão desesperados...
Vamos esperar pelo menos Kenonm chegar de sua patrulha.
Chegamos em casa. Fiz um comentário sobre minha irmã, e eles riram. Mal fazem idéia de QUEM eu estou falando. Terão uma enorme surpresa amanhã.
Vou aproveitar e ir pro meu quarto, antes que ela perceba que temos visitas. Agora que eu dei um "mapa" para eles conseguirem chegar em seus quartos, é melhor eu ir logo pro meu...
Parece que vai dar tudo certo. Minha cama, arrumadinha(heheh...); Cama da Leena, arrumadinha, odeio quando ela bagunça a cama toda e eu que tenho que ajeitar..."MAZEIM?"[Dante, sob pressão, tem gírias próprias XP...] CADÊ ELA? "PÉLAMÔR" DE TITTUS [Tittus é uma divindade local =P], ELA NÃO... DORMIU... NUM DOS QUARTOS DE HÓSPEDES... DENOVO... [... e fala pausando também XD]
AI CAGAMBA! Preciso ir lá. AGORA.
Saio do quarto correndo e -já consigo ouvir ela enchendo eles de perguntas-subo as escadas no meio de uma pergunta dela. Blaze está arrancando seus próprios cabelos, Samantha está tentando conversar calmamente com ela, Hayato está sem entender nada e o menininho está com medo, encolhido no canto... E ela continua:
-Então, de onde vieram?-Ela disse, quase enfiando o dedo no rosto do Blaze....
============================================================
-Nós-Começou a falar Blaze.
-Quem são?
Blaze chegou a mecher a boca,mas foi interrompido.
-O quê querem aqui?
Hayato tentou falar. Foi interrompido.
-São ladrões? Gatunos? Não sabem que cometeram a maior burrada de suas vidas em invadir a casa de um general?
Blaze estava ficando vermelho já. Não de vergonha, de raiva mesmo. Nada o irritava mais do que não conseguir falar. Sentia vontade de dar umas boas palmadas naquela criança, mas seria um ato rude, uma vez que estavam de convidados ali. Mas ela não calava a boca...
-Espera meu irmãozinho chegar aqui. Ele vai bater tanto em vocês... vai deixar vocês roxos, vai quebrar este seu nariz imundo, vai arrancar os cabelos daquele japinha ali, e vai...vai...-
Ela finalmente se calou. Viu Samantha ali, e travou.
Dante finalmente achou a brecha para apresentá-los.
Passou entre Blaze e a garotinha, fazendo com que se afastassem, ficando a alguns passos de distância.
A garota se assustou com a tranquilidade de Dante, e começou a fazer suas já normais perguntas:
-Quem são eles? Por que estão aqui? O que eles querem? FALA LOGO!
-Bem, eles são convidados meus... vão passar a noite aqui...- Quanto mais Dante falava, mais sua voz diminuia. parecia uma relação de submissão. Blaze começou a achar aquilo estranho e idiota, uma vez que ela era só uma garotinha.
-Por quê eu não fui avisava disso?- O tom arrogante e autoritário dela irritava Blaze, que começou a pensar de novo em lhe dar umas boas palmadas.
-Bem...-Foi uma resposta de Dante, mas ele foi cortado pela criança.
-Você pega qualquer pessoa na rua e-
Dessa vez, ela foi cortada. Blaze estava se segurando até ali, mas agora havera sido rebaixado demais.
-Qualquer um não! Eu sou BLAZE SOULBURN, e sou primo dele.- Falou ele orgulhosamente.
A garota se calou denovo. Seus braços arquearam para trás, e sua boca fez um formato de O. Ela olhou nos olhos de Blaze, mas logo desviou o olhar, e foi em direção à Samantha.
-E ela?-
-Minha filha.-Respondeu o irritadiço herói, rosnando.
-Hummmm... Legal. Ok, mas ela vai dividir o quarto comigo.
-Mas... e EU??- Perguntou Dante.
-Quarto de hóspedes- Ela respondeu como se fosse a pergunta mais idiota do mundo, e terminou com um sorriso inocente. Blaze pensou que ela poderia ser legal se não fosse uma peste. Poderia.
Dante disse, em um suspiro enjoado:
-Putz...-
Todos pros seus quartos, organizando no final a garotinha junto com Samantha, Dante com Blaze, Hayato com Maishiro( no qual, sempre que o oriental perguntava onde ele se juntara ao grupo, o garotinho mudava de assunto) e, em tese, Yama no último quarto. Era estranho ele não ter se juntado ao grupo ainda.
Enquanto arrumavam a cama para poderem, finalmente, ir dormir, Blaze pensou que a irmã mais velha de Dante deveria ter um sono bem pesado, para não ter acordado com a bagunça. Aproveitou que estava Dante ali e perguntou à ele, curioso:
-E a tua irmã mais velha? Quando a gente vai vê ela?-
-Mas você acabou de ver ela- Recebeu como resposta. Ele nem o olhou (estava um de costas para o outro arrumando suas camas) e encarou a pergunta como se fosse algo sem importância.
Blaze preferiu não tocar mais no assunto. Ela devia estar ali, no escuro, olhando tudo, em silêncio. Ou chegou junto com dante e preferiu deixar para se apresentar na hora do café, ou era tímida demais para se apresentar no meio de tão constrangedora cena. Blaze sentiu vergonha de não ter notado a moça. Segundo Dante, ela devia ter 27, alguns anos a mais que ele, que tinha 22.
-E a garotinha?- Continuou Blaze.
Dante parou por alguns segundos. Precisava ter certeza de que tinha entendido direito.
-Leena.-
-Isso.-
-Ela não é um amor?-Disse Dante, em meio a um sorriso sincero.
-Ôôôô...-Disse ele ironicamente.-Ela não vai devorar minha filha ou algo assim, vai?-
Dante riu.
-Desculpe por hoje. Ela estava de mal humor. Algo deve ter acordado ela...- Blaze botou a mão na testa em tom de desaprovação. Lembrou da bagunça que fizeram até acharem os quartos.- Amanhã ela vai estar mais tranquila, eu juro! Agora, boa noite.-
Dante se deitou. Blaze retribuiu o comprimento e se deitou em sua cama. Logo pegara no sono, afinal, sua última "cama" fora a grama, na praça. Nem um pouco confortável, por sinal.
Enquanto isso, no andar de baixo, as duas meninas estavam pondo pijamas para ir dormir (o pijama de Samantha era emprestado pela garotinha).
A curandeira notou que a outra deveria ter mais ou menos a mesma idade dela, uma vez que tinham quase o mesmo tamanho. Estava tudo muito quieto e Samantha, que ficara um bom tempo sem nenhuma garota da sua idade para conversar, resolveu puxar assunto:
-Então... Você mora aqui?- Disse ela, meio sem jeito. Depois de ter perguntado, ficou se culpando por ter feito tão idiota pergunta.
-Sim!-Respondeu a animada garotinha.- Eu moro aqui com o Dante!-
Toda frase que ela puxava, era cheia de entusiasmo. Samantha presumiu que não deveriam ter muitas visitas aqui, por isso ela ficara assim. Era irônico pois justamente ELA que deveria correr quem viesse visitá-los.
-Qual seu nome?-Samantha corou após fazer essa pergunta. Sabia que era falta de educação perguntar isso. Segundo ela mesma, estava fazendo uma pergunta errada após a outra.
Mas a menininha não se importava. Gostava de ter alguém da sua idade por perto, seja brincando ou fazendo perguntas como essa. Ao invéz de se irritar, respondeu debaixo de um sorriso que seguia de orelha a orelha: -Leena!- para logo depois voltar a arrumar a cama.
-Mas... Leena não era a irmã MAIS VELHA do tio Dante?-Perguntou Samantha, confusa.
A curandeira tinha facilidade em decorar nomes após ouví-los apenas uma vez. [Sim, isso foi herdado de sua mãe; Blaze tinha MUITO problema com isso.]
-Sim! E esta sou eu!-
Samantha esbranqueceu. Não tinha como uma garota daquela idade ser irmã MAIS VELHA de Dante.
Leena, após ver a cara pasma da pequena sacerdotiza à sua frente, deu uma risadinha baixa e esticou o dedo. Uma nuvem rosa explodiu e, de dentro dela, uma pequena lousa com alguns garranchos aparecera.
Leena, imitando uma professora, começou a explicar o seu problema:
-É assim ó: Há uns 5 anos atrás, eu era graaaaaaande, desse tamanhão! (e esboçou com o braço uma altura imaginável, ficando na ponta dos pés) Eu ia ser general no lugar do maninho (falando de Dante). Mas um dia... eu fui alvo de um encantamento e... bem... virei criança! Simples assim.- E terminou esboçando um enorme sorriso.
Samantha, que ouvira tudo atentamente [outra habilidade herdada de sua mãe XD], após tirar suas conclusões, sentiu que faltara ainda uma pergunta a ser feita.
-Você... nunca tentou voltar à forma anterior? Digo... tamanho original?-
-Náá... Assim é mais divertido.-
Tudo se aquietou denovo. Leena, então, pulou para cima da cama, ficando de joelhos em cima da mesma. Encostou o indicador perto da boca, como se tivesse pensando em algo.
-Mas... Como eu devo te chamar? "Samantha".... nuuum. Você é minha sobrinha, né? Naum, eu não sou muito velha pra ser chamada de "Tia"... Já sei! (Ela desceu o braço e deu um soco com a lateral da mão na outra, aberta, indicando que encontrara uma solução) Você vai ser minha priminha! Isso!-
Samantha sentia-se sem jeito. Seu único tio, Chad, viera lhes visitar umas duas veses que ela se lembre e, mesmo assim, não parecia que teria filhos tão cedo. Ter uma "prima" era algo novo, inesperado. Mas ao mesmo tempo confortante e estimulante.
Ao chegar nessa resposta, Samantha se deitou, feliz.
-"Bá noite!"- Disse a voz alta de Leena, na outra cama.
-Boa noite.- Respondeu Samantha.
=================Algumas Horas Atrás...================
Os dois combatentes vão saindo do castelo acompanhados do general. O sol já estava caindo e logo anoiteceria.
-Afinal, por quê você está aqui, primo?-
Dante perguntou para Blaze, enquanto se despediam.
-Tenho que reúnir...-Ele pensou bastante antes para não assustar seu recém adquirido parente e, porquê não, amigo.-... Um grupo. Isso. Um grupo de aventureiros.-
-Huuuuuummmm... Interessante. Alguma missão em especial?-
-Não, só o de sempre... Dragões, monstros, hidras, HAMTAROS, KOOPAS...-
-Adoraria ajudar, mas...--
-Você tem que proteger o castelo. Eles REALMENTE precisam de você aqui.-
Dante concordou com a cabeça, meio triste, mas aceitando seu destino. Blaze, por sua vêz, sorria de um modo que só usava para sua filha. Não por âmbos serem parentes de sangue. Era por estar falando francamente.
Yama, que estava junto, apenas olhava a cena, sem falar uma palavra. Ele sempre foi bem quieto, sereno, tranquilo.
-Precisam de alguma coisa? Dinheiro, mantimentos, moradia... Onde vocês estão hospedados?-
Insistiu o loiro general.
-Beeeeeemmm... nós estamos na Taverna do Dragão...-
-Então está certo! Vocês vão ficar na minha casa! e eu não vou aceitar um "NÃO" como resposta!-
O olhar dele confessava que ele estava falando sério. Blaze sentia vergonha de admitir, mas odiava dormir em estalagens. Principalmente por não serem muito confortáveis.
Ele concordou com a cabeça e, quando iam saindo para buscar Samantha e Hayato, o enorme portão abriu-se denovo e de lá saiu aquela figura monárquica, cortando o assunto.
-... Mas antes, Toeda, você não veio apenas para apresentar os primos, presumo eu.
Verdade. Blaze, depois de tamanha emoção do encontro com parentes que ele julaga estarem mortos, tinha se esquecido que havera sido Yama quem insistiu para virem aqui. Ele entendeu que, devido ao mistério dos dois, era algo que não precisava que eles (ou, pelo menos Blaze) precisasse saber. Tudo bem.
-Você nos alcança depois, certo?- Disse para o samurai.
O samurai concordou com a cabeça e o rei confirmou:
-Depois eu mando uma escolta até sua casa.-
E os dois reentraram no castelo, deixando os outros dois, que seguiram seu caminho logo após.
-Eu convoco a Reunião dos Doze.- Disse o samurai, sério, para o monarca, enquanto percorriam os corredores.
-Já imaginava que seria isso. É raro que um Toeda venha até aqui. Essa vai ser uma looonga noite...- Disse o rei, com uma expressão enjoada no rosto.
=================== No Dia Seguinte...===================
Blaze se acordou e notou que o sol não entrava pela janela, mas estava um belo dia lá fora. Dormira como não descansava á um bom tempinho. De "bosques traiçoeiros" á praças de cidades, passando pelo desconfortável colchão do templo, na montanha do clâ Toeda...
O sol batia sob uma janela aberta, indicando que já era próximo do meio-dia. Blaze não viu seu parceiro de quarto, o que ele devia ter se levantado há algum tempo. No lugar dele, ao lado da porta, o samurai Yama estava sentado com as pernas cruzadas, apoiando sua katana embainhada no ombro, ficando de vigia. Ao ver seu amigo e protegido acordado olhando pra ele, deu um sorrizo de bom dia, dando a segurança de que estava tudo bem [Ele tinha ficado preocupado com a separação repentina do amigo] , e recebeu uma sonolenta resposta.
Poucos minutos depois, Blaze estava de pé. Não se sentia bem em ter alguém olhando pra ele enquanto dormia, então resolveu se levantar. Pelo sol que batia na janela, era deduzível que já beirava o meio-dia. Precisavam se apressar pois logo o almoço estaria pronto.
Ao sair do quarto, eles notaram Hayato sentado ao lado do corrimão da escada, no andar abaixo, distraído com alguma coisa, de modo que nem viu eles.
Só após descerem, que ele notou os dois. Blaze, curioso, tinha que ver o porquê seu amigo estava tão distraído.
Uma sala ao lado, a fonte de tamanha distração, não havera sido notada na noite anterior. A porta estava aberta, e parecia ser um pequeno templo. No centro dela, uma estátua pouco maior que dois metros e meio mostrava um homem forte, de armadura, com cabeça de águia, segurando uma lança em uma mão e a outra com uma lanterna.
Dante estava de joelhos de frente pra estátua, rezando.
-"Grynigar. Conhecido também como o Árbitro da Ordem. É o deus patrono da justiça.-"
Disse Hayato, sem tirar os olhos da sala ao lado.
-Parece que o Dante é muito mais que só um general...- Falou Blaze, pensativo.
-Como assim?- Perguntou Yama.
-Ele é um campeão da Justiça e dos bons costumes. Em outras palavras, este homem á nossa frente é um PALADINO.- Mais uma vez, Hayato falou sem virar o rosto.
Alguns minutos depois, Dante finalmente terminou suas orações. Virou-se pra trás e viu seus amigos ali. Chamou-os.
-Este... - Disse, quando chegaram. - ...É meu senhor, Grynigar. Ninguém nunca viu ele realmente, então isto é uma percepção artística. Ele tem cabeça de águia indicando sua nobreza. O compo nú dele indica as aflições e abstinências que nós, seus servos, temos que fazer todos os dias. A lança e a lanterna são, na verdade, pra indicar suas batalhas contra as forças da escuridão.-
A enorme estátua, banhada a ouro, mostrava até a barriga da majestosa divindade. Simplesmente o o olhar dela inspirava justiça, ordem, benevolência, nobreza.
-Temos que ir almoçar, vamos?- Disse Dante, com um sorriso tranquilo no rosto.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
An Dragon's Tale Ato 7_ Animal I Have Become
Estava entardecendo no centro da cidade e nem sinal de Blaze e Yamakishiro. Hayato estava deitado tranquilamente no quarto já organizado, mas Samantha estava desesperada. Mil e uma idéias havia passado pela cabeça dela, entre eles terem sido sequestrados até o samurai ter se vingado de ter sido derrotado e humilhado pelo pai dela. O acompanhante da mocinha tentava fazer com que ela se acalmasse e tentasse dormir, mas ele mesmo não conseguia segurar o sono. Estava realmente cansado, depois de dias sormindo no chão e em... celas! Estava com saudadees de uma boa cama. Enquanto isso, a garota continuava reclamando em sua cama, até perceber que o oriental não respondia mais, e ao invés disso, ouvia um ronco baixinho. Sentiu-se ofendida, mas entendeu a situação daquele que estava responsável por ela. Deitou-se na sua cama e tentou descansar um pouco.
Apenas tentou, pois quando estava quase dormindo, ouviu o som de algo batendo, em um determinado ritmo. Abriu os olhos, e viu que o "herói" continuava dormindo.
No canto mais escuro, entre a cama de Hayato e a porta, havia uma pequena sombra. Não, não era uma sombra; era ALGUÉM.
Na verdade, era um garoto com mais ou menos a mesma idade dela.
Ele estava envolto em sombras azuis sinistras, e uma expressão de ódio saia de seu rosto, e estava tocando um par de tsuzumis, uma espécie de tambor de mão.
A criança vestia um kimono cerimonial azul escuro, e enquanto tocava, uma espécie de energia negra saia de Hayato. Eles nem se mexiam...
A energia obscura vai em direção ao garoto e seu pequeno instrumento, e a menina sabia que tinha que fazer algo para evitar.
Mas ela nem se levantou da cama e o garoto fugiu pela porta, que estava aberta, mas a energia negra já estava junta do "Espírito Azul". E o oriental não acordava.
Ela tinha que correr atrás dele. Enquanto ela procurava (pois sabia que ele nãoera um fantasma nem nada do tipo, por ele ter saído pela porta e não pela parede) ele pelos quartos (o que gerou cenas engraçadas, como um filhote de unicórnio correndo atrás dela e a voz de um garoto gritando algo como "Bunny!"). Até que ela começou a ouvir de novo o estranho barulho...
O som vinha do estoque da estalagem. "Então era lá que ele se escondia?" Pensou Samantha.
Ela se aproximou com cautela. Sabia que se entrasse apressada, ele iria fugir. Abriu a porta devagar. O lugar era escuro e, usando a luz do corredor, ela conseguiu ver o garoto encolhido num canto, do lado de um enorme barril de hidromel deitado sobre apoios curvados. O estranho é que o "espírito azul" estava CHORANDO.
-Saia daqui!-disse uma voz melancólica vinda do espírito azul. A aura escura na volta dele ficou mais agitada.
-Eu estou aqui...- ela pensou um pouco antes de responder.- ...estou aqui para conversar.-
[Enquanto isso, Hayato tá vegetando no quarto...]
A aura se acalmou enquanto ele seguia a pergunta.
-P...por quê? Seu amigo está em coma...você devia tar querendo me matar...-
-Eu não mato nem mosca...- Disse ela de um modo carinhoso.
-Obri...obrigado...-
Ele levantou a cabeça para poder olhar melhor ela. Apesar de estar com os olhos cheios de lágrimas, dava pra ver seus olhos. Eles eram grandes,azuis escuros e profundos, o que dava a ele um tom ainda mais triste. A cada característica, mais pena Samantha sentia.
-Então...O que foi que houve?-disse ela, enquanto se aproximava e sentava do lado dele, ficando de frente para porta.Quando ela se sentou, ele se encolheu mais ainda.Agora estava com a cabeça entre as pernas, sentado no chão.
-Meus pais... Meus pais foram mortos por este velho louco...-Sua voz era arrogante, cheia de ódio.
-Você acha que é certo viver de vingança?-Disse ela olhando para a porta aberta, para não se deprimir com os olhos tristes do garoto.
Ele não respondeu. Se fosse para viver de vingança, ele poderia estar morto agora por ela, não é? Ela serviu como um exemplo para ele, e isso o deixava confuso. A única coisa que podia fazer era dizer um fraco e perdido:
-M-me desculpe...
-Não é a mim que você precisa se desculpar, não é? O velho taberneiro ainda tem um coração bom. E alem do mais, você não pode mudar o que já aconteceu.-
-Ele não merece!
A fumaça negra voltou a aparecer. Estava agitada denovo, e ameaçava derrubar o enorme barril atrás deles. Ela tinha que fazer algo, ou os dois seriam esmagados.
Ela encostou a mão no ombro dele, ele deu um pequeno pulo,mas se acalmou. Ela voltou a conversa:
-Ele parecia triste e cheio de remorso quando contou o que houve...-
Ele abaixou a cabeça.
-Mas eu preciso... pelos meus pais...-
-Você não acha que ele já pagou demais por isso nos últimos anos?-
Ele não falou mais nada. Uma parte dele dizia: "Chega! Isso já durou demais!", mas o outro lado insistia: "Lembre-se do quê aquele velho fez!".
A jovem curandeira se levantou e, estendendo a mão, disse:
-Vai ficar se lamentando pelos cantos ou vamos resolver logo isso?-
Era o momento decisivo. Viver em torno de lembranças, ou começar algo novo? Ele sempre soube que essa escolha chegaria um dia. Esta era a hora.
-Eu sou Maishiro.- Disse ele, enquanto pegava na mão dela para se levantar, enquanto secava as lágrimas.
-Samantha.- Apresentou-se ela para seu novo amigo.
Mas algo deu errado. O garoto, assim que se levantou, foi jogado contra o barril. De seu corpo saiu aquela aura negra, que tomou forma do lado deles, e ficou como uma criança de capuz negro e uma mascára disforme.
-Eu NãO aCeItO PeRdEr!!!!- Ouviu-se uma voz vinda da sombra. Ela era estranha, tinha variações de som, com elevações e reduções de voz em uma mesma palavra.
E, ao sair em uma nuvem de fumaça por uma pequena janela que estava aberta, derrubou o barril acima da recuperada criança.
Mas algo aconteceu diferente do previsto. O garoto foi empurrado. Samantha foi parar debaixo do largo e pesado recipiente da bebida alcólica. Ela tinha salvado ele, mas pagou caro: estava presa entre o suporte e o barril que não havia quebrado na queda.
O garoto desesperado tentou de todo o modo retirar o barril de cima dela, mas o estoque estava cheio, o que não deixava que ele fosse movido.
Já havia se passado 20 minutos e o barril continuava imóvel. E ele já estava quase chorando. Quando pensava que sua única amiga estava ali e ele não podia fazer nada para ajudar, mais vontade de chorar lhe dava. Samantha, por sua vez, não estava machucada, mas estava bem apertada, e estava começando a lhe faltar o ar.
Em um suspiro, ela pediu pra ele:
-chame...al..guém...-
Ele se levantou rapidamente e, meio que tropeçando em alguns sacos de cevada, correu em direção à porta, sumindo no corredor.
O problema é que o quarto mais perto era o do proprietário, ou seja, ele teria que encarar seu odioso inimigo...
Ele nem bateu na porta, foi entrando correndo porta adentro, encontrando o velho em uma solitária cama de casal. Ele estava dormindo com uma touca verde, o que lembrava muito um duende, devido também a sua baixa estatura. O velho acordou-se quase imediatamente.
-O... O quê você quer?Quem é você?-
-N-não temos tempo! Samantha.... ela está em perigo!-
-Onde?-
-No reservatório. Rápido!
Os dois foram correndo para lá. Apesar da baixa estatura do velho (que era realmente um humano), ele corria bastante.
Chegaram lá ela já estava desmaiada.
Ao ver ela sem dar respostas, o garoto entrou em crise.
-ELA ESTÁ MORTA! É TUDO CULPA MINHA! O QUE FOI QUE EU--
O velho, mesmo com sua baixa estatura, deu um tapa no rosto do garoto.
-Me agradeça depois. Agora, acalme-se e vá acordar o amigo dela!-
O garoto se tranquilizou e voltou ao corredor apressado, indo em direção ao quarto da menina.
Rapidamente, o velho (que era um mago),fez com que o barril levitasse e fosse parar de volta em seu suporte.
A garota se acordou minutos depois, e o velho a abraçou.
-Obrigado! Você livrou este garoto daquele espectro da ira.
a garota se assustou, mas devolveu o abraço quando entendeu o que estava acontecendo.
-Você... sempre soube dele?-
-Sim.-
-Por quê--
-Ele fugiria se eu tentasse. E ele tinha motivos.-
Passou-se alguns segundos e, quando eles terminaram o abraço, chegou Maishiro, junto com um confuso Hayato.
Ao ver que ela estava bem, ele responde com:
-"Vocês não fazem idéia do SONHO que eu estava tendo!"-
Os outros três riram, com o oriental sem saber o porquê.
Uma voz gritando disse ao longe:
-Não tem dono essa espelúnca?????-
Samantha e Hayato conheciam aquela voz.
-PAIÊÊÊÊ!!!-
Em alguns minutos, Blaze, que estava na entrada, chegava ali.
-Mal pelo atraso; Encontrei... um parente.
Junto dele chega o loiro de cabelos compridos.
-Esse é seu... tio Dante. Ele é primo meu.
Ele acenou com a mão, dizendo um doce "Oi".
-Este é Maishiro, um novo amigo meu. E aquele é--
O velho não estava mais ali.
-Não importa.-Disse Blaze.- Estamos todos cansados e precisamos de uma cama.-
-Vocês podem vir pra minha casa.-Disse Dante.
-Por quê não?-Sugeriu Blaze.
-"Acho que o velho não vai ficar zangado."- Disse Hayato.
-Vamos?- Respondeu Samantha, para o garoto.
-Ah, não! Não precisa se preocupar comigo!-Respondeu Maishiro.
Num canto escondido, Samantha tinha notado um pequeno pedaço de manto, que com certeza era a "cama" dele.
-Relaxa.- Disse Dante.-Tem sempre lugar pra mais um. A casa de um general sempre é grande-
E todos foram em direção à aconchegante casa dele.
-"Espera!"- respondeu Hayato- "Não está faltando alguém não? Cadê o Yamakishiro?"
-Ele já está lá, nos esperando.- Respondeu o anfitrião.
E Maishiro, mesmo em silêncio, estava feliz. Sentia-se como não se sentia há um bom tempo.Sentia-se parte de uma FAMÍLIA.
Apenas tentou, pois quando estava quase dormindo, ouviu o som de algo batendo, em um determinado ritmo. Abriu os olhos, e viu que o "herói" continuava dormindo.
No canto mais escuro, entre a cama de Hayato e a porta, havia uma pequena sombra. Não, não era uma sombra; era ALGUÉM.
Na verdade, era um garoto com mais ou menos a mesma idade dela.
Ele estava envolto em sombras azuis sinistras, e uma expressão de ódio saia de seu rosto, e estava tocando um par de tsuzumis, uma espécie de tambor de mão.
A criança vestia um kimono cerimonial azul escuro, e enquanto tocava, uma espécie de energia negra saia de Hayato. Eles nem se mexiam...
A energia obscura vai em direção ao garoto e seu pequeno instrumento, e a menina sabia que tinha que fazer algo para evitar.
Mas ela nem se levantou da cama e o garoto fugiu pela porta, que estava aberta, mas a energia negra já estava junta do "Espírito Azul". E o oriental não acordava.
Ela tinha que correr atrás dele. Enquanto ela procurava (pois sabia que ele nãoera um fantasma nem nada do tipo, por ele ter saído pela porta e não pela parede) ele pelos quartos (o que gerou cenas engraçadas, como um filhote de unicórnio correndo atrás dela e a voz de um garoto gritando algo como "Bunny!"). Até que ela começou a ouvir de novo o estranho barulho...
O som vinha do estoque da estalagem. "Então era lá que ele se escondia?" Pensou Samantha.
Ela se aproximou com cautela. Sabia que se entrasse apressada, ele iria fugir. Abriu a porta devagar. O lugar era escuro e, usando a luz do corredor, ela conseguiu ver o garoto encolhido num canto, do lado de um enorme barril de hidromel deitado sobre apoios curvados. O estranho é que o "espírito azul" estava CHORANDO.
-Saia daqui!-disse uma voz melancólica vinda do espírito azul. A aura escura na volta dele ficou mais agitada.
-Eu estou aqui...- ela pensou um pouco antes de responder.- ...estou aqui para conversar.-
[Enquanto isso, Hayato tá vegetando no quarto...]
A aura se acalmou enquanto ele seguia a pergunta.
-P...por quê? Seu amigo está em coma...você devia tar querendo me matar...-
-Eu não mato nem mosca...- Disse ela de um modo carinhoso.
-Obri...obrigado...-
Ele levantou a cabeça para poder olhar melhor ela. Apesar de estar com os olhos cheios de lágrimas, dava pra ver seus olhos. Eles eram grandes,azuis escuros e profundos, o que dava a ele um tom ainda mais triste. A cada característica, mais pena Samantha sentia.
-Então...O que foi que houve?-disse ela, enquanto se aproximava e sentava do lado dele, ficando de frente para porta.Quando ela se sentou, ele se encolheu mais ainda.Agora estava com a cabeça entre as pernas, sentado no chão.
-Meus pais... Meus pais foram mortos por este velho louco...-Sua voz era arrogante, cheia de ódio.
-Você acha que é certo viver de vingança?-Disse ela olhando para a porta aberta, para não se deprimir com os olhos tristes do garoto.
Ele não respondeu. Se fosse para viver de vingança, ele poderia estar morto agora por ela, não é? Ela serviu como um exemplo para ele, e isso o deixava confuso. A única coisa que podia fazer era dizer um fraco e perdido:
-M-me desculpe...
-Não é a mim que você precisa se desculpar, não é? O velho taberneiro ainda tem um coração bom. E alem do mais, você não pode mudar o que já aconteceu.-
-Ele não merece!
A fumaça negra voltou a aparecer. Estava agitada denovo, e ameaçava derrubar o enorme barril atrás deles. Ela tinha que fazer algo, ou os dois seriam esmagados.
Ela encostou a mão no ombro dele, ele deu um pequeno pulo,mas se acalmou. Ela voltou a conversa:
-Ele parecia triste e cheio de remorso quando contou o que houve...-
Ele abaixou a cabeça.
-Mas eu preciso... pelos meus pais...-
-Você não acha que ele já pagou demais por isso nos últimos anos?-
Ele não falou mais nada. Uma parte dele dizia: "Chega! Isso já durou demais!", mas o outro lado insistia: "Lembre-se do quê aquele velho fez!".
A jovem curandeira se levantou e, estendendo a mão, disse:
-Vai ficar se lamentando pelos cantos ou vamos resolver logo isso?-
Era o momento decisivo. Viver em torno de lembranças, ou começar algo novo? Ele sempre soube que essa escolha chegaria um dia. Esta era a hora.
-Eu sou Maishiro.- Disse ele, enquanto pegava na mão dela para se levantar, enquanto secava as lágrimas.
-Samantha.- Apresentou-se ela para seu novo amigo.
Mas algo deu errado. O garoto, assim que se levantou, foi jogado contra o barril. De seu corpo saiu aquela aura negra, que tomou forma do lado deles, e ficou como uma criança de capuz negro e uma mascára disforme.
-Eu NãO aCeItO PeRdEr!!!!- Ouviu-se uma voz vinda da sombra. Ela era estranha, tinha variações de som, com elevações e reduções de voz em uma mesma palavra.
E, ao sair em uma nuvem de fumaça por uma pequena janela que estava aberta, derrubou o barril acima da recuperada criança.
Mas algo aconteceu diferente do previsto. O garoto foi empurrado. Samantha foi parar debaixo do largo e pesado recipiente da bebida alcólica. Ela tinha salvado ele, mas pagou caro: estava presa entre o suporte e o barril que não havia quebrado na queda.
O garoto desesperado tentou de todo o modo retirar o barril de cima dela, mas o estoque estava cheio, o que não deixava que ele fosse movido.
Já havia se passado 20 minutos e o barril continuava imóvel. E ele já estava quase chorando. Quando pensava que sua única amiga estava ali e ele não podia fazer nada para ajudar, mais vontade de chorar lhe dava. Samantha, por sua vez, não estava machucada, mas estava bem apertada, e estava começando a lhe faltar o ar.
Em um suspiro, ela pediu pra ele:
-chame...al..guém...-
Ele se levantou rapidamente e, meio que tropeçando em alguns sacos de cevada, correu em direção à porta, sumindo no corredor.
O problema é que o quarto mais perto era o do proprietário, ou seja, ele teria que encarar seu odioso inimigo...
Ele nem bateu na porta, foi entrando correndo porta adentro, encontrando o velho em uma solitária cama de casal. Ele estava dormindo com uma touca verde, o que lembrava muito um duende, devido também a sua baixa estatura. O velho acordou-se quase imediatamente.
-O... O quê você quer?Quem é você?-
-N-não temos tempo! Samantha.... ela está em perigo!-
-Onde?-
-No reservatório. Rápido!
Os dois foram correndo para lá. Apesar da baixa estatura do velho (que era realmente um humano), ele corria bastante.
Chegaram lá ela já estava desmaiada.
Ao ver ela sem dar respostas, o garoto entrou em crise.
-ELA ESTÁ MORTA! É TUDO CULPA MINHA! O QUE FOI QUE EU--
O velho, mesmo com sua baixa estatura, deu um tapa no rosto do garoto.
-Me agradeça depois. Agora, acalme-se e vá acordar o amigo dela!-
O garoto se tranquilizou e voltou ao corredor apressado, indo em direção ao quarto da menina.
Rapidamente, o velho (que era um mago),fez com que o barril levitasse e fosse parar de volta em seu suporte.
A garota se acordou minutos depois, e o velho a abraçou.
-Obrigado! Você livrou este garoto daquele espectro da ira.
a garota se assustou, mas devolveu o abraço quando entendeu o que estava acontecendo.
-Você... sempre soube dele?-
-Sim.-
-Por quê--
-Ele fugiria se eu tentasse. E ele tinha motivos.-
Passou-se alguns segundos e, quando eles terminaram o abraço, chegou Maishiro, junto com um confuso Hayato.
Ao ver que ela estava bem, ele responde com:
-"Vocês não fazem idéia do SONHO que eu estava tendo!"-
Os outros três riram, com o oriental sem saber o porquê.
Uma voz gritando disse ao longe:
-Não tem dono essa espelúnca?????-
Samantha e Hayato conheciam aquela voz.
-PAIÊÊÊÊ!!!-
Em alguns minutos, Blaze, que estava na entrada, chegava ali.
-Mal pelo atraso; Encontrei... um parente.
Junto dele chega o loiro de cabelos compridos.
-Esse é seu... tio Dante. Ele é primo meu.
Ele acenou com a mão, dizendo um doce "Oi".
-Este é Maishiro, um novo amigo meu. E aquele é--
O velho não estava mais ali.
-Não importa.-Disse Blaze.- Estamos todos cansados e precisamos de uma cama.-
-Vocês podem vir pra minha casa.-Disse Dante.
-Por quê não?-Sugeriu Blaze.
-"Acho que o velho não vai ficar zangado."- Disse Hayato.
-Vamos?- Respondeu Samantha, para o garoto.
-Ah, não! Não precisa se preocupar comigo!-Respondeu Maishiro.
Num canto escondido, Samantha tinha notado um pequeno pedaço de manto, que com certeza era a "cama" dele.
-Relaxa.- Disse Dante.-Tem sempre lugar pra mais um. A casa de um general sempre é grande-
E todos foram em direção à aconchegante casa dele.
-"Espera!"- respondeu Hayato- "Não está faltando alguém não? Cadê o Yamakishiro?"
-Ele já está lá, nos esperando.- Respondeu o anfitrião.
E Maishiro, mesmo em silêncio, estava feliz. Sentia-se como não se sentia há um bom tempo.Sentia-se parte de uma FAMÍLIA.
sábado, 28 de maio de 2011
An Dragon's Tale Ato 6_ Paradise City
-Acorda garotão....
Blaze ouve uma voz chamando-o. Começa a recuperar a conciência e notar que não morreu. Espantado, pergunta para seus amigos ( Yama e Hayato estam acordados e bem dispostos, enquanto Samantha ainda dormia) o que houve.
-Magia de teleporte-Explica Hayato. -Parece que ela não era tão cruel assim... ou,vai ver,conseguimos amansar um pouco a fera...
Os dois se olharam por alguns instantes, pra logo depois rirem da situação. Yama estava lá,mas estava distante. Olhava para os lados,tentando descobrir onde estavam. Estavam em um pequeno bosque de grama rasteira e bem aparada,com uma árvore lá e outra cá, parecendo um jardim. Finalmente entendeu onde estavam. Deu uma cutucada no cotovelo de Blaze,no intuito de chamar sua atenção, e disse, com suas palavras sempre formais e impessoais:
- Senhores... chegamos no nosso destino. Bem vindos á capital Khelkar.
Estavam em uma praça,na verdade. dava pra ver as casas, prédios, lojas, e, ao fundo, uma enorme construção fortificada. Ocastelo de Khelkar, sede do governo que dirige todo este reino.
Blaze não pode conter a euforia. A sensação de missão cumprida se iluminou em seu peito,mesmo sem ter ainda terminado a sua missão. Agora, pensara ele, seria mais fácil. Não teria deusas orgulhosas, velhos sociopatas, ninjas ladras ou samurai piromaníacos - samurai que, está ao seu lado,neste exato momento- . Estavam em terreno gentil, seguro.
Samantha começava a acordar. Estava na hora de decidirem o que fariam a partir de agora.
-Meu senhor pediu para eu cumprir uma outra missão quando eu aqui chegasse.-Disse Yama,referindo-se ao velho Syao Kyu.- Blaze-san, viria comigo?
Blaze se espantou pelo modo que foi chamado. Era a primeira vez que era chamado daquele modo. Aliás, esta era a primeira vez que o samurai o chamava. Blaze sabia que aquilo significava autoridade, respeito. O samurai devia protegê-lo com sua vida, ele havia esquecido.
Isso sem falar que Yama havia esquecido o pequeno conflito anteriormente depois que Blaze disse que todos "eram uma família" no incidente de Linna.
-Certo- disse Blaze.- Mas não me chame assim. Apenas "Blaze" está bom.
-Sim senho..- repondeu Yama, mas no meio de seu ato ganhou um olha seco de Blaze.Corrigiu sua própria frase.-Sim,Blaze.
Sabendo que a missão era particular, Hayato comentou:
-"Eu vou encontrar algum lugar pra descansar-mos. Samantha, vem comigo?"
-Nos reencontramos aqui antes do anoitecer,certo?- disse o samurai[Era manhã].
Partiram. Enquanto Hayato e Samantha ficaram pela cidade, Blaze e Yama rumaram para a grande fortaleza imperial: o Castelo de Kelkhar.
-Meu senhor pediu que eu lhe protegesse com a minha vida; é verdade, mas eu tenho assuntos a tratar no castelo.
O samurai, calmo, contou a Blaze enquanto camanhavam, já sozinhos.
Enquanto isso, Hayato e Samantha procuravam por estalagens. Era a capital, então não seria muito difícil achar alguma. Encontrou com facilidade uma com taberna, que funcionava logo ali na entrada.
Antes de entrarem, Hayato deu um passo atrás. Lembrou-se da última taberna que passaram e de seus maníacos xenófobos [xenofobia= medo de estrangeiros, só pra deixar claro] . Mas se acalmou quando leu "Dragon's Tavern". Seu conhecimento sobre a capital fez ele esbarrar uma vez neste local. Um antro de lutadores, mas homens honrados e justos.
Verdade. Entrando lá eles viram grupos bem atípicos: Um garoto loiro com um arco sem corda, uma amazona com um bastão amarelo, um cavaleiro com um brasão de uma águia em seu escudo e um mago vestido em um robe verde. Do outro lado, um halfling idoso com um robe vermelho, um lorde, com um trajes vermelhos e um par chifres, um inteiro e o outro quebrado, e junto com eles, quase impossível de ser notado, um ser feito de trevas, algo parecido com um espectro.
O pequeno mago parecia ser o dono do lugar,e conseguiram um quarto. Samantha tomou um susto quando uma adolescente portando uma capa roxa apareceu na mesa ao lado, como se estivesse lá o tempo todo.
Os dois seguiram pelo corredor para encontrar o quarto, onde tinham as camas. Ao abrirem a porta, tiveram um susto. Parecia que uma guerra tinha sido travada ali. Travesseiros suspensos, camas bagunçadas, estantes derrubadas,entre vários objetos no chão E no teto,cravados. Havia um símbolo na parede, pintado de vermelho, mas não era sangue; apenas tinta. Hayato sabia o que aquilo significava. Hayato saiu do quarto junto com Samantha.
-"VELHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!"- gritou ele.
Em poucos instantes o dono do estabelecimento apareceu no coredor.
-Sim?
-"Vocês tem GOBLINS por aqui?"
-Não-respondeu o velho-Por quê a pergunta,meu jovem?
Hayato reabriu a porta e mostrou ao velho. Êste arregalou seus olhos por alguns segundos e confessou:
-Isto está acontecendo há meses! Ele vem, bagunça tudo e depois some! Nimguém consegue pegá-lo!
-"Como assim 'ele'"?
-O espírito azul- Disse o lorde,que veio em seguida para ver o ocorrido.Na verdade ele era nada mais nada menos que o cozinheiro.
-"E o que é este símbolo?É de um clâ não é?"
-Era. Este clâ foi extinto faz 5 anos. Eles eram perigosos e ameaçaram matar o antigo rei.Eu fui...responsável por isso. Por isso o espírito azul me persegue.-contou o halfling-Se vocês quiserem eu posso arrumar o quarto.Ou o dinheiro de volta,claro...
Os dois aceitaram o quarto.Sabiam que nada iria acontecer com os dois ali.
Os raios do sol da tarde banhavam os muros do castelo. Dos parapeitos se vai uma dúzia de guardas. Poucos, para um castelo tão grande e de tamanha importância. Os guardas da Deusa das Chamas eram mais numerosos e mais amedrontadores do que os frágeis e pouco numerosos guardas do castelo imperial. E olha que eles era apenas bêbados de uma vila pequena...
Blaze pensava nisso enquanto adentrava nos muros junto de Yama.
Tinha dois arqueiros mirando flechas na direção deles, verdade, mas eles ainda eram poucos.
Um único guarda protegia o portão. A armadura ficava solta em seu corpo, e mais se via o elmo do que sua cabeça. Isso que era mais um capacete do que um elmo!
Era um garoto, não passava de 15 anos,mas com um enorme peso em suas mãos: proteger um castelo e todo um reino com sua precária lança,e, pelo geito que segurava a mesma, nunca tinha usado a mesma. Deu pra ver que,com a aproximação dos dois, ele ficou espantado,com medo. Evitava olhá-los nos olhos e, quando teve que dirigir-lhes a palavra,tentou parecer poderoso, onipotente. Sua voz saiu fraca e trêmula.
-O q-quê vocês querem aqui?
-Viemos ver o rei.
Respondeu o samurai. Blaze mantinha-se quieto, olhando fixamente para aquele ser diminuto á sua frente.Tentava olhar nos olhos dele, como um curioso, mas o outro desviava quando notava que estava sendo observado.
-..S-S-SeNHOOOOOOOR!-
Sua voz se elevou enquanto ele chamava, quem quer que seja. Súbito, os portões se abrem. Deles sai um jovem usando um manto verde-grama, de cabelos loiros e óculos. Apesar de sua descrição frágil, ele era mais forte e mais maduro que os outros soldados. Uma pequena cicatriz entre os olhos indicava que ele tinha esperiência em batalhas. Tinha um porte forte, e brandia uma espada de lãmina dourada embainhada na cintura,visível atravéz da abertura do manto.
-Sim, Jullien?- Disse, com uma gentil e bondosa voz para o jovem no portão.
=========================================================
Um soldado passa pelo corredor á minha frente, patrulhando. Nos últimos tempos, é cada vez mais rara esta cena. Estou deitado nos aposentos dos soldados em dentro do castelo. Não é comum pra mim descansar em um dia de serviço, mas trabalhar no lugar de três guardas é realmente desgastante. Ainda se as tropas de Kenonm estivessem aqui...
Não, não posso me lamentar. Preciso agradecer pelos poucos soldados vivos e que ainda não deserdaram. São poucos que tem coragem depois de tudo o que vimos no último mês...
"-...efeee!"
Parece ser Jullien. Devemos ter visitas. Serão novos recrutas? é melhor eu ir ver. Espero que seja.
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-Então?-Diz a agora animada voz do loiro, ao ver os dois. Sua voz sai quase cantante. Sua alegria em ver dois valentes era notada facilmente. Estava na cara que o castelo estava precisando MUITO de tropas.
-G-general Dante..- Disse aquela fraca e medrosa voz.-Eles desejam...-
-..Falar "co" o rei.-Disse Blaze, com uma voz que, comparada ao jovem soldado, parecia estar gritando. Mas não chegava a tanto.
O guardião do castelo desafiou com um olhar o insolente visitante, sendo retribuído instantâneamente. Ficaram alguns minutos se encarando, coisa de uns dois ou três capítulos. Yama encostou a mão no rosto, em sinal de desaprovação pelo ato de seu amigo.
Logo, o general se virou em direção ao portão, e disse:
-Certo. Sigam-me.-
E entrou de volta no castelo.
Os outros dois foram logo atrás, com o pequeno porteiro fechando o portão pelo lado de fora.
-Eu sou Dante. Dante Holyfield. -Disse o loiro, enquanto seguia por um corredor, sendo seguido pelos dois.-Sou um dos três generais do castelo imperial de Khelkar, o responsável pelo recrutamento e estoque de mantimentos, armaduras e setor médico. Estamos sofrendo de uma enorme crise aqui. O general responsável pela defesa do castelo está em batalha, restando apenas... - parou diante de uma janela,a olhar os soldados protegendo o castelo.- o meu setor. Estamos fazendo o possível, mas...-
Foi interrompido por Blaze:
-...eles são fracos demais.-
-Eu não iria usar estas palavras, mas sim. Por mais determinados que sejam, não conseguem manejar suas armas.-
- O que a gente tem a ver com isso?-
Blaze dissera aquilo de um modo seco. Não que se importasse com a crise do castelo, apenas tinha coisas mais importantes para fazer.
Dante iria dar a resposta, mas chegaram a uma porta dupla.
Havia inscrições por todo ele, e os detalhes pareciam ondas douradas por um fundo azul.
Dante parou de frente ao portão e, pela primeira vez desde que entrou no castelo, virou-se para eles.
-O rei os espera.-Falou.
E abriu um dos lados daquele portão interno.
Era uma sala realmente enorme. Localizada no coração do castelo, enquanto que as outras salas e corredores visto antes eram de grosseiro granito, a sala de audiência era uma obra-prima.
Era quase o tamanho da montanha do vale Kanwa, com duas fileiras de colunas suspendendo o segundo e o distante terceiro andar. Inúmeras portas de onde volta e meia apareciam alguma empregada ou algum mordomo, em todos os três andares.
Três enormes abóbadas suspendiam o teto, enquanto que cada corredor dos níveis superiores continha mais quatro menores.
Os mesmos formatos ondulados dourados da porta formavam as curvas das abóbodas, com o centro em um azul celeste que lembrava o céu. Lustres provenientes do centro das áreas azuis variavam de tamanho e distância do chão de acordo com o tamanho da abóbada,com os centrais atingindo o nível do segundo andar. Eles lembravam enormes cristais prateados. Na verdade, SÃO enormes cristais prateados, suspensos sob o teto. As paredes eram brancas, dando idéia de que o castelo era maior do que realmente era. Na parede contrária da qual eles chegaram, enormes vitrais semitransparentes mostrava a cidade sob o brilho de um cavaleiro brandindo uma espada que irradiara luz.
Um longo tapete prateado [porquê vermelho é super clichê >.<] levava, após subir um pequeno lance de escadas, a um abside [se estiver na dúvida sobre o que é um abside, "Googla" isso!] contendo dois tronos.
No trono esquerdo havia um homem sentado, conversando com duas pessoas. Analisando a coroa e o sua posição no trono, não havia dúvidas. Aquele era o rei.
Ele estava conversando com uma moça de profundos e sem vida. Ela usava um longo vestido negro rendado. Junto com ela tinha um homem com o uniforme de mordomo, e parecia servir à jovem dama. Enquanto Dante, Blaze e Yama se aproximavam, os dois se despediram, e a moça estava indo, quando o rei chamou o serviçal dela.
-Cuide para que ela nunca se machuque,Damon.- ele disse ao homem.
E assim os dois partiram.
Ao receber um sinal, Dante se aproximou do trono, sendo seguido pelos outros dois. Quando estavam bem perto, Dante se ajoelhou em sinal de respeito para com o soberano, sendo seguido de Yama e, por mais incrível que parecesse, Blaze.
Por mais orgulhoso que ele fosse, por mais revoltado que ele fosse, ele era sensato o bastante para reconhecer um verdadeiro soberano e também inteligente o suficiente para não ser morto por um soldado, por
-Levantem-se.-Disse a voz autoritária, e ao mesmo tempo pacífica do jovem rei.
Enquanto Dante esplicava o ocorrido para o rei (ele não conseguia ouvir muito bem a conversa.), o irritadiço pai de Samantha analisava a figura do monarca.
Ele era novo, beirava seus 25 anos, com a barba rasa, mas aparente. Cabelos castanhos que pairavam sob seus ombros, e que na base eram protegidos pela magnífico círculo puramente dourado: a coroa real. Uma armadura de batalha larga com entalhes que lembravam os detalhes azuis e dourados do teto e da porta, e uma capa azul marinho dava a ele um ar de benignidade suprema.
-Então, o que desejam de mim? E, afinal, quem são vocês?
Seus pensamentos foram interrompidos pela pergunta do majestoso lorde. Antes que Yama pudesse falar o porquê ele tinha feito todo este caminho com Blaze, o mêsmo falou antes:
-Eu sou Blaze Soulburn e este é-
Antes que ele pudesse terminar, Dante cortou ele. Na verdade, GRITOU contra ele.
-MENTIROSO!
Segundos de silêncio. Blaze não fazia idéia do porquê daquele grito. Logo, Dante continuou:
-O clâ Soulburn foi extinto! Ninguém sobreviveu! Não tem como você estar falando a verdade! Você está mentindo diante de vossa majestade!-
-Dante, controle-se.- Disse a voz soberana atrás dele.-Deixe ele falar.-
O general se acalmou. pediu desculpas em voz baixa e se virou para Blaze.
O rei,por sua vez, pediu para que ele se explicasse.
-O vilarejo do clâ Soulburn foi queimado há 20 anos atrás pelo mesmo vulcão que protegia-os. Como você pode estar aqui?
-Eu sou um dos... sobreviventes.- Disse Blaze.
-Então tem outros?- Perguntou o rei, exaltado. Dava de ver o brilho de exaltação nos seus olhos.
-Eu e... meu irmão mais novo. Estamos vivos graças aos nossos pais.-
-Q-Quais os nomes dos seus pais?- Questionou Dante. Parecia admirado e, ao mesmo tempo surpreso.
-Grace e Angus...-Blaze falou aquilo com um suspiro triste. E era. A cena, que ele tinha apagado da mente
O Sol, vindo da enorme janela, não deixava que os olhos de Dante pudessem ser vistos, ficando ocultos por trás de seus óculos, que brilhavam através da luz da tarde. Dante se aproximou de Blaze bem devagar.
E deu-lhe um abraço. Só aí Blaze notou que ele estava chorando.
-Eu sou...- O general disse, entre soluços- ...Eu sou seu primo!-
O moreno, que até aquela hora não tinha intendido o porquê daquilo. Espantou-se, pois não esperava aquilo. Devolveu o abraço. Pareciam irmãos que não se viam há muito tempo. Os dois estavam emocionados, pois âmbos compartilhavam, até aquele momento, o mesmo sentimento: a solidão. A conciência de que não haveria um pai, avô, tio, primo com o mesmo sobrenome. Mas havia.
Mas a ficha de Blaze caiu.
Ele empurrou fortemente o outo homem, e esta quase caiu na pequena escada antes do trono.
-Mas você se apresentou como Dante Holyfield.HO-LY-FI-ELD! E tem mais, eu era bem pequeno, mas eu lembro -e lembro bem- que só nós sobrevivemos!-
-Meu pai, Adray, meses antes da grande erupção, foi embora do vale. Ele se casou com uma mulher de fora do vale, por isso não me apresento como "Soulburn",mas meu nome completo é" Dante Soulburn Holyfield". Posso não ser um "sangue-puro", mas ainda sou seu primo!-
Blaze estava emocionado. Não pudia se conter e reabraçou o seu "novo" primo. Alguns segundos se passaram, e um fato estranho ocorreu: um grande coro que se uniu para fazer um unificado "oooooooooooooooowwwwwnnnnnnnn....." Eles haviam se esquecido de onde estavam. Um grande número de empregados se reuniram, alguns olhando "de camarote" do primeiro e do segundo andar,a se acumularem nos beirais, acompanhados no coro de nimguém mais que o próprio Rei Damien Dehnshpher Magnus IV. Os dois se empurraram em um momento de vergonha, encabulados. Desta vez Dante realmente caiu na escada. Eles riram do momento, acompanhados da risada inocente dos curiosos criados, que logo voltaram aos seus trabalhos.
Blaze ouve uma voz chamando-o. Começa a recuperar a conciência e notar que não morreu. Espantado, pergunta para seus amigos ( Yama e Hayato estam acordados e bem dispostos, enquanto Samantha ainda dormia) o que houve.
-Magia de teleporte-Explica Hayato. -Parece que ela não era tão cruel assim... ou,vai ver,conseguimos amansar um pouco a fera...
Os dois se olharam por alguns instantes, pra logo depois rirem da situação. Yama estava lá,mas estava distante. Olhava para os lados,tentando descobrir onde estavam. Estavam em um pequeno bosque de grama rasteira e bem aparada,com uma árvore lá e outra cá, parecendo um jardim. Finalmente entendeu onde estavam. Deu uma cutucada no cotovelo de Blaze,no intuito de chamar sua atenção, e disse, com suas palavras sempre formais e impessoais:
- Senhores... chegamos no nosso destino. Bem vindos á capital Khelkar.
Estavam em uma praça,na verdade. dava pra ver as casas, prédios, lojas, e, ao fundo, uma enorme construção fortificada. Ocastelo de Khelkar, sede do governo que dirige todo este reino.
Blaze não pode conter a euforia. A sensação de missão cumprida se iluminou em seu peito,mesmo sem ter ainda terminado a sua missão. Agora, pensara ele, seria mais fácil. Não teria deusas orgulhosas, velhos sociopatas, ninjas ladras ou samurai piromaníacos - samurai que, está ao seu lado,neste exato momento- . Estavam em terreno gentil, seguro.
Samantha começava a acordar. Estava na hora de decidirem o que fariam a partir de agora.
-Meu senhor pediu para eu cumprir uma outra missão quando eu aqui chegasse.-Disse Yama,referindo-se ao velho Syao Kyu.- Blaze-san, viria comigo?
Blaze se espantou pelo modo que foi chamado. Era a primeira vez que era chamado daquele modo. Aliás, esta era a primeira vez que o samurai o chamava. Blaze sabia que aquilo significava autoridade, respeito. O samurai devia protegê-lo com sua vida, ele havia esquecido.
Isso sem falar que Yama havia esquecido o pequeno conflito anteriormente depois que Blaze disse que todos "eram uma família" no incidente de Linna.
-Certo- disse Blaze.- Mas não me chame assim. Apenas "Blaze" está bom.
-Sim senho..- repondeu Yama, mas no meio de seu ato ganhou um olha seco de Blaze.Corrigiu sua própria frase.-Sim,Blaze.
Sabendo que a missão era particular, Hayato comentou:
-"Eu vou encontrar algum lugar pra descansar-mos. Samantha, vem comigo?"
-Nos reencontramos aqui antes do anoitecer,certo?- disse o samurai[Era manhã].
Partiram. Enquanto Hayato e Samantha ficaram pela cidade, Blaze e Yama rumaram para a grande fortaleza imperial: o Castelo de Kelkhar.
-Meu senhor pediu que eu lhe protegesse com a minha vida; é verdade, mas eu tenho assuntos a tratar no castelo.
O samurai, calmo, contou a Blaze enquanto camanhavam, já sozinhos.
Enquanto isso, Hayato e Samantha procuravam por estalagens. Era a capital, então não seria muito difícil achar alguma. Encontrou com facilidade uma com taberna, que funcionava logo ali na entrada.
Antes de entrarem, Hayato deu um passo atrás. Lembrou-se da última taberna que passaram e de seus maníacos xenófobos [xenofobia= medo de estrangeiros, só pra deixar claro] . Mas se acalmou quando leu "Dragon's Tavern". Seu conhecimento sobre a capital fez ele esbarrar uma vez neste local. Um antro de lutadores, mas homens honrados e justos.
Verdade. Entrando lá eles viram grupos bem atípicos: Um garoto loiro com um arco sem corda, uma amazona com um bastão amarelo, um cavaleiro com um brasão de uma águia em seu escudo e um mago vestido em um robe verde. Do outro lado, um halfling idoso com um robe vermelho, um lorde, com um trajes vermelhos e um par chifres, um inteiro e o outro quebrado, e junto com eles, quase impossível de ser notado, um ser feito de trevas, algo parecido com um espectro.
O pequeno mago parecia ser o dono do lugar,e conseguiram um quarto. Samantha tomou um susto quando uma adolescente portando uma capa roxa apareceu na mesa ao lado, como se estivesse lá o tempo todo.
Os dois seguiram pelo corredor para encontrar o quarto, onde tinham as camas. Ao abrirem a porta, tiveram um susto. Parecia que uma guerra tinha sido travada ali. Travesseiros suspensos, camas bagunçadas, estantes derrubadas,entre vários objetos no chão E no teto,cravados. Havia um símbolo na parede, pintado de vermelho, mas não era sangue; apenas tinta. Hayato sabia o que aquilo significava. Hayato saiu do quarto junto com Samantha.
-"VELHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!"- gritou ele.
Em poucos instantes o dono do estabelecimento apareceu no coredor.
-Sim?
-"Vocês tem GOBLINS por aqui?"
-Não-respondeu o velho-Por quê a pergunta,meu jovem?
Hayato reabriu a porta e mostrou ao velho. Êste arregalou seus olhos por alguns segundos e confessou:
-Isto está acontecendo há meses! Ele vem, bagunça tudo e depois some! Nimguém consegue pegá-lo!
-"Como assim 'ele'"?
-O espírito azul- Disse o lorde,que veio em seguida para ver o ocorrido.Na verdade ele era nada mais nada menos que o cozinheiro.
-"E o que é este símbolo?É de um clâ não é?"
-Era. Este clâ foi extinto faz 5 anos. Eles eram perigosos e ameaçaram matar o antigo rei.Eu fui...responsável por isso. Por isso o espírito azul me persegue.-contou o halfling-Se vocês quiserem eu posso arrumar o quarto.Ou o dinheiro de volta,claro...
Os dois aceitaram o quarto.Sabiam que nada iria acontecer com os dois ali.
Os raios do sol da tarde banhavam os muros do castelo. Dos parapeitos se vai uma dúzia de guardas. Poucos, para um castelo tão grande e de tamanha importância. Os guardas da Deusa das Chamas eram mais numerosos e mais amedrontadores do que os frágeis e pouco numerosos guardas do castelo imperial. E olha que eles era apenas bêbados de uma vila pequena...
Blaze pensava nisso enquanto adentrava nos muros junto de Yama.
Tinha dois arqueiros mirando flechas na direção deles, verdade, mas eles ainda eram poucos.
Um único guarda protegia o portão. A armadura ficava solta em seu corpo, e mais se via o elmo do que sua cabeça. Isso que era mais um capacete do que um elmo!
Era um garoto, não passava de 15 anos,mas com um enorme peso em suas mãos: proteger um castelo e todo um reino com sua precária lança,e, pelo geito que segurava a mesma, nunca tinha usado a mesma. Deu pra ver que,com a aproximação dos dois, ele ficou espantado,com medo. Evitava olhá-los nos olhos e, quando teve que dirigir-lhes a palavra,tentou parecer poderoso, onipotente. Sua voz saiu fraca e trêmula.
-O q-quê vocês querem aqui?
-Viemos ver o rei.
Respondeu o samurai. Blaze mantinha-se quieto, olhando fixamente para aquele ser diminuto á sua frente.Tentava olhar nos olhos dele, como um curioso, mas o outro desviava quando notava que estava sendo observado.
-..S-S-SeNHOOOOOOOR!-
Sua voz se elevou enquanto ele chamava, quem quer que seja. Súbito, os portões se abrem. Deles sai um jovem usando um manto verde-grama, de cabelos loiros e óculos. Apesar de sua descrição frágil, ele era mais forte e mais maduro que os outros soldados. Uma pequena cicatriz entre os olhos indicava que ele tinha esperiência em batalhas. Tinha um porte forte, e brandia uma espada de lãmina dourada embainhada na cintura,visível atravéz da abertura do manto.
-Sim, Jullien?- Disse, com uma gentil e bondosa voz para o jovem no portão.
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Um soldado passa pelo corredor á minha frente, patrulhando. Nos últimos tempos, é cada vez mais rara esta cena. Estou deitado nos aposentos dos soldados em dentro do castelo. Não é comum pra mim descansar em um dia de serviço, mas trabalhar no lugar de três guardas é realmente desgastante. Ainda se as tropas de Kenonm estivessem aqui...
Não, não posso me lamentar. Preciso agradecer pelos poucos soldados vivos e que ainda não deserdaram. São poucos que tem coragem depois de tudo o que vimos no último mês...
"-...efeee!"
Parece ser Jullien. Devemos ter visitas. Serão novos recrutas? é melhor eu ir ver. Espero que seja.
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-Então?-Diz a agora animada voz do loiro, ao ver os dois. Sua voz sai quase cantante. Sua alegria em ver dois valentes era notada facilmente. Estava na cara que o castelo estava precisando MUITO de tropas.
-G-general Dante..- Disse aquela fraca e medrosa voz.-Eles desejam...-
-..Falar "co" o rei.-Disse Blaze, com uma voz que, comparada ao jovem soldado, parecia estar gritando. Mas não chegava a tanto.
O guardião do castelo desafiou com um olhar o insolente visitante, sendo retribuído instantâneamente. Ficaram alguns minutos se encarando, coisa de uns dois ou três capítulos. Yama encostou a mão no rosto, em sinal de desaprovação pelo ato de seu amigo.
Logo, o general se virou em direção ao portão, e disse:
-Certo. Sigam-me.-
E entrou de volta no castelo.
Os outros dois foram logo atrás, com o pequeno porteiro fechando o portão pelo lado de fora.
-Eu sou Dante. Dante Holyfield. -Disse o loiro, enquanto seguia por um corredor, sendo seguido pelos dois.-Sou um dos três generais do castelo imperial de Khelkar, o responsável pelo recrutamento e estoque de mantimentos, armaduras e setor médico. Estamos sofrendo de uma enorme crise aqui. O general responsável pela defesa do castelo está em batalha, restando apenas... - parou diante de uma janela,a olhar os soldados protegendo o castelo.- o meu setor. Estamos fazendo o possível, mas...-
Foi interrompido por Blaze:
-...eles são fracos demais.-
-Eu não iria usar estas palavras, mas sim. Por mais determinados que sejam, não conseguem manejar suas armas.-
- O que a gente tem a ver com isso?-
Blaze dissera aquilo de um modo seco. Não que se importasse com a crise do castelo, apenas tinha coisas mais importantes para fazer.
Dante iria dar a resposta, mas chegaram a uma porta dupla.
Havia inscrições por todo ele, e os detalhes pareciam ondas douradas por um fundo azul.
Dante parou de frente ao portão e, pela primeira vez desde que entrou no castelo, virou-se para eles.
-O rei os espera.-Falou.
E abriu um dos lados daquele portão interno.
Era uma sala realmente enorme. Localizada no coração do castelo, enquanto que as outras salas e corredores visto antes eram de grosseiro granito, a sala de audiência era uma obra-prima.
Era quase o tamanho da montanha do vale Kanwa, com duas fileiras de colunas suspendendo o segundo e o distante terceiro andar. Inúmeras portas de onde volta e meia apareciam alguma empregada ou algum mordomo, em todos os três andares.
Três enormes abóbadas suspendiam o teto, enquanto que cada corredor dos níveis superiores continha mais quatro menores.
Os mesmos formatos ondulados dourados da porta formavam as curvas das abóbodas, com o centro em um azul celeste que lembrava o céu. Lustres provenientes do centro das áreas azuis variavam de tamanho e distância do chão de acordo com o tamanho da abóbada,com os centrais atingindo o nível do segundo andar. Eles lembravam enormes cristais prateados. Na verdade, SÃO enormes cristais prateados, suspensos sob o teto. As paredes eram brancas, dando idéia de que o castelo era maior do que realmente era. Na parede contrária da qual eles chegaram, enormes vitrais semitransparentes mostrava a cidade sob o brilho de um cavaleiro brandindo uma espada que irradiara luz.
Um longo tapete prateado [porquê vermelho é super clichê >.<] levava, após subir um pequeno lance de escadas, a um abside [se estiver na dúvida sobre o que é um abside, "Googla" isso!] contendo dois tronos.
No trono esquerdo havia um homem sentado, conversando com duas pessoas. Analisando a coroa e o sua posição no trono, não havia dúvidas. Aquele era o rei.
Ele estava conversando com uma moça de profundos e sem vida. Ela usava um longo vestido negro rendado. Junto com ela tinha um homem com o uniforme de mordomo, e parecia servir à jovem dama. Enquanto Dante, Blaze e Yama se aproximavam, os dois se despediram, e a moça estava indo, quando o rei chamou o serviçal dela.
-Cuide para que ela nunca se machuque,Damon.- ele disse ao homem.
E assim os dois partiram.
Ao receber um sinal, Dante se aproximou do trono, sendo seguido pelos outros dois. Quando estavam bem perto, Dante se ajoelhou em sinal de respeito para com o soberano, sendo seguido de Yama e, por mais incrível que parecesse, Blaze.
Por mais orgulhoso que ele fosse, por mais revoltado que ele fosse, ele era sensato o bastante para reconhecer um verdadeiro soberano e também inteligente o suficiente para não ser morto por um soldado, por
-Levantem-se.-Disse a voz autoritária, e ao mesmo tempo pacífica do jovem rei.
Enquanto Dante esplicava o ocorrido para o rei (ele não conseguia ouvir muito bem a conversa.), o irritadiço pai de Samantha analisava a figura do monarca.
Ele era novo, beirava seus 25 anos, com a barba rasa, mas aparente. Cabelos castanhos que pairavam sob seus ombros, e que na base eram protegidos pela magnífico círculo puramente dourado: a coroa real. Uma armadura de batalha larga com entalhes que lembravam os detalhes azuis e dourados do teto e da porta, e uma capa azul marinho dava a ele um ar de benignidade suprema.
-Então, o que desejam de mim? E, afinal, quem são vocês?
Seus pensamentos foram interrompidos pela pergunta do majestoso lorde. Antes que Yama pudesse falar o porquê ele tinha feito todo este caminho com Blaze, o mêsmo falou antes:
-Eu sou Blaze Soulburn e este é-
Antes que ele pudesse terminar, Dante cortou ele. Na verdade, GRITOU contra ele.
-MENTIROSO!
Segundos de silêncio. Blaze não fazia idéia do porquê daquele grito. Logo, Dante continuou:
-O clâ Soulburn foi extinto! Ninguém sobreviveu! Não tem como você estar falando a verdade! Você está mentindo diante de vossa majestade!-
-Dante, controle-se.- Disse a voz soberana atrás dele.-Deixe ele falar.-
O general se acalmou. pediu desculpas em voz baixa e se virou para Blaze.
O rei,por sua vez, pediu para que ele se explicasse.
-O vilarejo do clâ Soulburn foi queimado há 20 anos atrás pelo mesmo vulcão que protegia-os. Como você pode estar aqui?
-Eu sou um dos... sobreviventes.- Disse Blaze.
-Então tem outros?- Perguntou o rei, exaltado. Dava de ver o brilho de exaltação nos seus olhos.
-Eu e... meu irmão mais novo. Estamos vivos graças aos nossos pais.-
-Q-Quais os nomes dos seus pais?- Questionou Dante. Parecia admirado e, ao mesmo tempo surpreso.
-Grace e Angus...-Blaze falou aquilo com um suspiro triste. E era. A cena, que ele tinha apagado da mente
O Sol, vindo da enorme janela, não deixava que os olhos de Dante pudessem ser vistos, ficando ocultos por trás de seus óculos, que brilhavam através da luz da tarde. Dante se aproximou de Blaze bem devagar.
E deu-lhe um abraço. Só aí Blaze notou que ele estava chorando.
-Eu sou...- O general disse, entre soluços- ...Eu sou seu primo!-
O moreno, que até aquela hora não tinha intendido o porquê daquilo. Espantou-se, pois não esperava aquilo. Devolveu o abraço. Pareciam irmãos que não se viam há muito tempo. Os dois estavam emocionados, pois âmbos compartilhavam, até aquele momento, o mesmo sentimento: a solidão. A conciência de que não haveria um pai, avô, tio, primo com o mesmo sobrenome. Mas havia.
Mas a ficha de Blaze caiu.
Ele empurrou fortemente o outo homem, e esta quase caiu na pequena escada antes do trono.
-Mas você se apresentou como Dante Holyfield.HO-LY-FI-ELD! E tem mais, eu era bem pequeno, mas eu lembro -e lembro bem- que só nós sobrevivemos!-
-Meu pai, Adray, meses antes da grande erupção, foi embora do vale. Ele se casou com uma mulher de fora do vale, por isso não me apresento como "Soulburn",mas meu nome completo é" Dante Soulburn Holyfield". Posso não ser um "sangue-puro", mas ainda sou seu primo!-
Blaze estava emocionado. Não pudia se conter e reabraçou o seu "novo" primo. Alguns segundos se passaram, e um fato estranho ocorreu: um grande coro que se uniu para fazer um unificado "oooooooooooooooowwwwwnnnnnnnn....." Eles haviam se esquecido de onde estavam. Um grande número de empregados se reuniram, alguns olhando "de camarote" do primeiro e do segundo andar,a se acumularem nos beirais, acompanhados no coro de nimguém mais que o próprio Rei Damien Dehnshpher Magnus IV. Os dois se empurraram em um momento de vergonha, encabulados. Desta vez Dante realmente caiu na escada. Eles riram do momento, acompanhados da risada inocente dos curiosos criados, que logo voltaram aos seus trabalhos.
sábado, 21 de maio de 2011
An Dragon's Tale Ato 5_ Burn it Down
Já fazia 3 horas desde que abandonaram a montanha. O samurai já estava se acostumando com suas novas companhias. Costumava ficar brincando com a Samantha enquanto seguiam viagem. Horas discutia um rumo mais curto com Hayato para a vila de Linna e, consecutivamente, a capital Khelkar. Foi, inclusive, por causa de uma rota sugerida pelo samurai que a viagem foi tão curta; se fosse pelo caminho conhecido pelo dito herói a viagem duraria mais de 5 horas. Yamakishiro não falava muito com Blaze, pois sabia que ele ainda estava muito ressentido com o confronto anterior.
Hora de voltar ao que importa. Já viam o vilarejo mais á frente, mas Yama e Hayato não tiravam o olho de algo maior...
Havia uma torre bem no centro da vila. Ela parecia ter uns 3 andares, mas sua arquitetura enganava muito. Era de cor vermelha como o sangue, com detalhes dourados como o..OURO!
-Isto não estava aqui...
Respondeu Hayato:
-É...
Os quatro olhavam impressionados para a torre enquanto se aproximavam da vila. Uma aldeã se aproximou correndo, e Hayato passou a mão pela sua Marie, enquanto a aldeã entregou uma flor para Samantha.
Enquanto os outros dois olhavam para o guerreiro do deserto e a aldeã partia, ele se explicou aliviado:
-Zumbis. Talvez até demônios.
Zombaram da paranoia do amigo e adentraram na vila. Não se importavam muito com o majestoso edifício, pois - segundo Hayato contou – a capital iria construir alguns postos avançados pelo sul do reino, região onde eles estavam.
Encontraram uma estalagem com taberna, onde podiam descansar e recolher suprimentos, que estavam acabando devido ao fato de ter mais um viajante com eles.
Uma placa ao lado da porta feita em madeira de um modo rústico dizia “Galho Azul” (o nome do estabelecimento) fez Blaze e Hayato tremerem até as bases. Eles conheciam isto desde a época dos Dragoons, mas, meio receados, avançaram.
Ao entrarem, o som de garfadas, mordidas e alguém chamando a garçonete podia ser ouvida. Era um local simples, grosso, pequeno. As garçonetes, normalmente belas e jovens elfas, mostravam decotes de quem um dia já foi bela. Todas humanas. Aliás, todos eram humanos.
O primeiro salão era a taberna, e, pelo que parecia devido a um corredor que passava lateralmente pelo lado do taberneiro, as próximas salas eram os quartos.
Os gulosos aldeões quase devoraram os estrangeiros com os olhos por um instante, par depois retornarem aos seus pratos e copos. Terminada as “apresentações”, o grupo começou a se mover.
Hayato seguiu na frente, em direção ao taberneiro. Ele sempre foi bom com lábia, conversa e pechincha, enquanto os outros se ocuparam de arranjar uma mesa.
O local era pequeno, mas não muito frequentado, dando espaço para algumas solitárias mesas. Eles sentaram em volta de uma delas enquanto esperavam pelo “herói”.
Os aldeões, alguns bem fortes e musculosos, cantavam uma canção estranha, onde dava pra se notar seu estranho refrão:
“Nós estamos todos bêbados,
Bêbados de cair.
E todos que não estiverem bêbados deem o fora daqui.”
Não dava para ouvir a conversa do balcão, pois o barulho dos outros cantando era ensurdecedor. Conseguiam diferenciar uma palavra ou outra, como “comida”, “viagem”, “dormir” e “torre” dava para ouvir do oriental. O gordo careca de aproximadamente 40 anos que dava as caras de taberneiro e estalajadeiro respondeu de modo mais alto, de modo que podia ser ouvido com mais facilidade, mas apenas três palavras chamaram a atenção: “fogo”, “deusa” e “puro”. Hayato disse mais alguma coisa, e o anfitrião virou-se e serviu três canecas de leite de cabra [eca!] e pediu para uma garçonete levar para os três sentados, enquanto servia algo diferente (um forte hidromel, na verdade) para o guerreiro que ali estava.
Ele pegou a caneca e seguiu em direção aos outros, sorrindo.
-“Ele disse para nós conversar com a Deusa deles para que possamos levar alimentos e descansar aqui.”- Disse enquanto se sentava.- “Ela mora na torre.”
-Então...vamo lá.
-“Vocês vão.”
-Como assim?
-“Ela não gosta...de impuros.
Neste momento Yama se assusta.
-Como é que é?- Indagou Blaze.
-“Eu e Yama ficaremos.”
Blaze saiu de lá ás pressas, gritando palavrões que é melhor deixarem ocultos.
-Eu vou ensinar pra essa divindadezinha um pouco de respeito!
Samantha saiu logo atrás. Yama e Hayato ficaram na taberna, para evitarem maiores confusões.
O portão da torre era enorme. Vermelho, com inscrições em dourado, dava o aspecto de que o portão queimava.
Blaze olhou para um dos cantos e pegou um bastão dentre alguns que estavam ali encostados. Bo.
Entraram.
Lá dentro tinha um enorme salão com alguns móveis luxuosos e uma cama, bem ao outro lado da sala. Na cama estava uma moça ruiva, deitada de forma bagunçada na cama, por entre almofadas e travesseiros. Ela estava deitada de barriga pra cima, com a cabeça caindo da cama, aos pés da mesma. Olhava para o portão, e viu os dois chegando.
-Quem são vocês?-Disse ela. Mal mexia a boca para falar. - Por que me perturbam?
Sua voz era exigente e arrogante. Seus cabelos não eram exatamente ruivos, eram simplesmente VERMELHOS.
Eles entravam enquanto ela esperava resposta.
-EU SOU BLAZE SOULBURN!- Quase gritou Blaze, apontando para si mesmo, de modo imperativo, para não se intimidar. – ESTA É MINHA FILHA, E VIEMOS AQUI PARA COBRAR OS DIREITOS DE NOSSOS AMIGOS!
A moça olhava espantada, mas logo após estava rindo. Sua risada mudou para uma forte e debochada gargalhada.
-É... É isso mesmo, seu “projetinho de deusa”!- Disse Blaze, tentando manter a seriedade diante do deboche da moça.
Ao ouvir a “delicadeza” pela qual foi chamada, a garota se irritou. Ela levantou da cama (levantar não é bem a palavra certa, ela pulou da cama) e simplesmente INFLAMOU! As chamas iluminavam a sala e faziam cinzas no tapete, indicando que eram verdadeiras. Via-se, no lugar da garota, uma figura humanoide feita de chamas que dançavam pelo corpo todo dela. A única parte facilmente visível eram seus olhos, agora com formatos arredondados e brilhantes, que exaltavam a ira da ruiva.
Samantha, que estava logo atrás de seu pai, correu até ele, como um método [que eu sempre achei ineficaz e idiota >.<] de se proteger da enfurecida donzela, abrigando-se nas costas dele. Blaze permanecia parado, quase imóvel. Olhava com atenção para ela, mas logo deu um leve sorriso e disse:
-Ótimo... A maldita é piromaníaca...
Alguns instantes se passavam enquanto a cena ocorria, e logo a garota começou a se acalmar, e as chamas diminuíram. Ela voltava a ser a jovem ruiva. Agora dava para se ver melhor a mesma. Ela era jovem, com seus 20 anos e cabelos ruivos espetados, o que dava uma beleza rara para alguém tão esquentada e ameaçadora. Seu vestido curto, assim como seus cabelos, era de um vermelho que lembrava o fogo. As mangas eram longas, com desenhos de chamas douradas. Eram trajes finos e caros, que davam a ela um ar sábio e poderoso, indigno daqueles que são ignorantes incultos
[como o nosso amado personagem principal]. Tudo isso fazia dela uma moça bela, não, não apenas bela, mas algo mais. Algo poderosamente assustador, sem descrição, mas mesmo assim belo.
Blaze, não posso negar, acabou ficando alguns segundos [na verdade, MUITOS segundos xP] admirando aquela beleza única.
A moça, ao notar o fascínio do rapaz, lançou um leve sorriso malicioso.
-Gostei de você.- Ela disse –Admiro seu jeito honesto e corajoso. Fique aqui e esqueça seus amigos. Aliás, esqueça inclusive esta... Criança. Decline e você sequer irá sair desta sala!
Blaze de início achava que ela estava brincando. Queria que estivesse, mas pelo olhar sério e ameaçador dela, ela falava a verdade.
[Eu poderia dizer que ele recusou. Poderia mesmo. Mas prometi, assim que comecei a escrever isso, que não iria faltar com a verdade.]
Ele passou algum tempo parado, pensando nas opções. A ruiva olhava para ele, com um sorriso agora carente [se é que existe sorriso carente]
Enquanto ele pensava, Samantha puxou a manga do sobre-tudo. Blaze, meio atrapalhado, respondeu á moça:
-N-não... Desculpa, mas tenho que recusar...
A ruiva novamente se irritava. Samantha agora deu alguns passos para trás, com medo, afastando-se do seu pai, inadvertidamente.
A inflamada jovem parecia rir, e lançou uma faísca na direção de Blaze. Blaze, como um ato reflexo, protegeu-se com os braços. Inútil, pois o fogo lançado não o queria. Passou reto por ele e...
Formou-se uma prisão de fogo na volta da menina. Era como se Samantha estivesse em um enorme casulo flamejante.
-Agora podemos conversar melhor.
Blaze se infureceu. Tudo bem ter algum preconceito com outras raças, se encantar por ele, que é algo comum [assim ele pensava...doce ilusão.... u.u'], mas aprisionar sua filha já é demais!
Nosso protagonista disparou na direção da moça. A moça ria, mas havia algo de diferente em Blaze. Seus braços estavam pegando fogo. Sim, ele é um "maldito piromaníaco".
A ruiva continuava rindo e,com um estalar de dedos, Blaze foi ao chão. Caiu de um modo grotesco, pois simplesmente caiu. Como se tivesse desmaiado, debilitado. Como se tivesse sem energia.
- C-como?-disse Blaze,cansado.
-Meus poderes não são apenas de criar chamas,mas também de apagá-las.- Disse ela,calmamente.-Eu simplesmente apaguei a chama de sua coragem,de sua vontade de lutar. Agora você não poderá levantar um dedo contra mim. Mas eu cansei de você. Vou brincar de outra coisa!
E preparava para lançar uma magia poderosa contra ele.
Mas é interrompida por um bárbaro musculoso, que atravessa a sala, jogado por alguém que está no portão.
Hayato e, logo atrás, Yama.
-P-por quê demoraram?-Perguntou Blaze, enquanto se levantava,mas ainda fraco.
-"O herói sempre aparece no último segundo!"- Disse Hayato, com seu sotaque batido.
-Estávamos ocupados-Disse Yama,que segurava um dos bêbados pelas costas,que estava nocauteado.
A moça começou a se irritar e, consecutivamente, a queimar. Tinha esquecido dos dois, apenas estava focada nos dois invasores estrangeiros.
A prisão flamejante de Samantha estava apagada,e ela foi em direção aos dois, onde já estava Blaze.
-POR QUÊ? POR QUÊ NÃO DESISTEM?POR QUÊ NÃO DEIXAM OS OUTROS?
Blaze tomou a frente para responder.
-Porque somos uma família.
Viera á mente da deusa a imagem de uma mulher, desconhecida aos demais presentes(inclusive aos dois bêbados desacordados), mas muito familiar á moça.
-Queime!Queime!Queime! QUEEEEEEIME!!!!!
As palavras ecoaram pela mente deles. Chamas para todos os lados. INCLUSIVE QUEIMANDO ELES.
A morte era tudo o que restava. Em poucos segundos,apenas cinzas.
Hora de voltar ao que importa. Já viam o vilarejo mais á frente, mas Yama e Hayato não tiravam o olho de algo maior...
Havia uma torre bem no centro da vila. Ela parecia ter uns 3 andares, mas sua arquitetura enganava muito. Era de cor vermelha como o sangue, com detalhes dourados como o..OURO!
-Isto não estava aqui...
Respondeu Hayato:
-É...
Os quatro olhavam impressionados para a torre enquanto se aproximavam da vila. Uma aldeã se aproximou correndo, e Hayato passou a mão pela sua Marie, enquanto a aldeã entregou uma flor para Samantha.
Enquanto os outros dois olhavam para o guerreiro do deserto e a aldeã partia, ele se explicou aliviado:
-Zumbis. Talvez até demônios.
Zombaram da paranoia do amigo e adentraram na vila. Não se importavam muito com o majestoso edifício, pois - segundo Hayato contou – a capital iria construir alguns postos avançados pelo sul do reino, região onde eles estavam.
Encontraram uma estalagem com taberna, onde podiam descansar e recolher suprimentos, que estavam acabando devido ao fato de ter mais um viajante com eles.
Uma placa ao lado da porta feita em madeira de um modo rústico dizia “Galho Azul” (o nome do estabelecimento) fez Blaze e Hayato tremerem até as bases. Eles conheciam isto desde a época dos Dragoons, mas, meio receados, avançaram.
Ao entrarem, o som de garfadas, mordidas e alguém chamando a garçonete podia ser ouvida. Era um local simples, grosso, pequeno. As garçonetes, normalmente belas e jovens elfas, mostravam decotes de quem um dia já foi bela. Todas humanas. Aliás, todos eram humanos.
O primeiro salão era a taberna, e, pelo que parecia devido a um corredor que passava lateralmente pelo lado do taberneiro, as próximas salas eram os quartos.
Os gulosos aldeões quase devoraram os estrangeiros com os olhos por um instante, par depois retornarem aos seus pratos e copos. Terminada as “apresentações”, o grupo começou a se mover.
Hayato seguiu na frente, em direção ao taberneiro. Ele sempre foi bom com lábia, conversa e pechincha, enquanto os outros se ocuparam de arranjar uma mesa.
O local era pequeno, mas não muito frequentado, dando espaço para algumas solitárias mesas. Eles sentaram em volta de uma delas enquanto esperavam pelo “herói”.
Os aldeões, alguns bem fortes e musculosos, cantavam uma canção estranha, onde dava pra se notar seu estranho refrão:
“Nós estamos todos bêbados,
Bêbados de cair.
E todos que não estiverem bêbados deem o fora daqui.”
Não dava para ouvir a conversa do balcão, pois o barulho dos outros cantando era ensurdecedor. Conseguiam diferenciar uma palavra ou outra, como “comida”, “viagem”, “dormir” e “torre” dava para ouvir do oriental. O gordo careca de aproximadamente 40 anos que dava as caras de taberneiro e estalajadeiro respondeu de modo mais alto, de modo que podia ser ouvido com mais facilidade, mas apenas três palavras chamaram a atenção: “fogo”, “deusa” e “puro”. Hayato disse mais alguma coisa, e o anfitrião virou-se e serviu três canecas de leite de cabra [eca!] e pediu para uma garçonete levar para os três sentados, enquanto servia algo diferente (um forte hidromel, na verdade) para o guerreiro que ali estava.
Ele pegou a caneca e seguiu em direção aos outros, sorrindo.
-“Ele disse para nós conversar com a Deusa deles para que possamos levar alimentos e descansar aqui.”- Disse enquanto se sentava.- “Ela mora na torre.”
-Então...vamo lá.
-“Vocês vão.”
-Como assim?
-“Ela não gosta...de impuros.
Neste momento Yama se assusta.
-Como é que é?- Indagou Blaze.
-“Eu e Yama ficaremos.”
Blaze saiu de lá ás pressas, gritando palavrões que é melhor deixarem ocultos.
-Eu vou ensinar pra essa divindadezinha um pouco de respeito!
Samantha saiu logo atrás. Yama e Hayato ficaram na taberna, para evitarem maiores confusões.
O portão da torre era enorme. Vermelho, com inscrições em dourado, dava o aspecto de que o portão queimava.
Blaze olhou para um dos cantos e pegou um bastão dentre alguns que estavam ali encostados. Bo.
Entraram.
Lá dentro tinha um enorme salão com alguns móveis luxuosos e uma cama, bem ao outro lado da sala. Na cama estava uma moça ruiva, deitada de forma bagunçada na cama, por entre almofadas e travesseiros. Ela estava deitada de barriga pra cima, com a cabeça caindo da cama, aos pés da mesma. Olhava para o portão, e viu os dois chegando.
-Quem são vocês?-Disse ela. Mal mexia a boca para falar. - Por que me perturbam?
Sua voz era exigente e arrogante. Seus cabelos não eram exatamente ruivos, eram simplesmente VERMELHOS.
Eles entravam enquanto ela esperava resposta.
-EU SOU BLAZE SOULBURN!- Quase gritou Blaze, apontando para si mesmo, de modo imperativo, para não se intimidar. – ESTA É MINHA FILHA, E VIEMOS AQUI PARA COBRAR OS DIREITOS DE NOSSOS AMIGOS!
A moça olhava espantada, mas logo após estava rindo. Sua risada mudou para uma forte e debochada gargalhada.
-É... É isso mesmo, seu “projetinho de deusa”!- Disse Blaze, tentando manter a seriedade diante do deboche da moça.
Ao ouvir a “delicadeza” pela qual foi chamada, a garota se irritou. Ela levantou da cama (levantar não é bem a palavra certa, ela pulou da cama) e simplesmente INFLAMOU! As chamas iluminavam a sala e faziam cinzas no tapete, indicando que eram verdadeiras. Via-se, no lugar da garota, uma figura humanoide feita de chamas que dançavam pelo corpo todo dela. A única parte facilmente visível eram seus olhos, agora com formatos arredondados e brilhantes, que exaltavam a ira da ruiva.
Samantha, que estava logo atrás de seu pai, correu até ele, como um método [que eu sempre achei ineficaz e idiota >.<] de se proteger da enfurecida donzela, abrigando-se nas costas dele. Blaze permanecia parado, quase imóvel. Olhava com atenção para ela, mas logo deu um leve sorriso e disse:
-Ótimo... A maldita é piromaníaca...
Alguns instantes se passavam enquanto a cena ocorria, e logo a garota começou a se acalmar, e as chamas diminuíram. Ela voltava a ser a jovem ruiva. Agora dava para se ver melhor a mesma. Ela era jovem, com seus 20 anos e cabelos ruivos espetados, o que dava uma beleza rara para alguém tão esquentada e ameaçadora. Seu vestido curto, assim como seus cabelos, era de um vermelho que lembrava o fogo. As mangas eram longas, com desenhos de chamas douradas. Eram trajes finos e caros, que davam a ela um ar sábio e poderoso, indigno daqueles que são ignorantes incultos
[como o nosso amado personagem principal]. Tudo isso fazia dela uma moça bela, não, não apenas bela, mas algo mais. Algo poderosamente assustador, sem descrição, mas mesmo assim belo.
Blaze, não posso negar, acabou ficando alguns segundos [na verdade, MUITOS segundos xP] admirando aquela beleza única.
A moça, ao notar o fascínio do rapaz, lançou um leve sorriso malicioso.
-Gostei de você.- Ela disse –Admiro seu jeito honesto e corajoso. Fique aqui e esqueça seus amigos. Aliás, esqueça inclusive esta... Criança. Decline e você sequer irá sair desta sala!
Blaze de início achava que ela estava brincando. Queria que estivesse, mas pelo olhar sério e ameaçador dela, ela falava a verdade.
[Eu poderia dizer que ele recusou. Poderia mesmo. Mas prometi, assim que comecei a escrever isso, que não iria faltar com a verdade.]
Ele passou algum tempo parado, pensando nas opções. A ruiva olhava para ele, com um sorriso agora carente [se é que existe sorriso carente]
Enquanto ele pensava, Samantha puxou a manga do sobre-tudo. Blaze, meio atrapalhado, respondeu á moça:
-N-não... Desculpa, mas tenho que recusar...
A ruiva novamente se irritava. Samantha agora deu alguns passos para trás, com medo, afastando-se do seu pai, inadvertidamente.
A inflamada jovem parecia rir, e lançou uma faísca na direção de Blaze. Blaze, como um ato reflexo, protegeu-se com os braços. Inútil, pois o fogo lançado não o queria. Passou reto por ele e...
Formou-se uma prisão de fogo na volta da menina. Era como se Samantha estivesse em um enorme casulo flamejante.
-Agora podemos conversar melhor.
Blaze se infureceu. Tudo bem ter algum preconceito com outras raças, se encantar por ele, que é algo comum [assim ele pensava...doce ilusão.... u.u'], mas aprisionar sua filha já é demais!
Nosso protagonista disparou na direção da moça. A moça ria, mas havia algo de diferente em Blaze. Seus braços estavam pegando fogo. Sim, ele é um "maldito piromaníaco".
A ruiva continuava rindo e,com um estalar de dedos, Blaze foi ao chão. Caiu de um modo grotesco, pois simplesmente caiu. Como se tivesse desmaiado, debilitado. Como se tivesse sem energia.
- C-como?-disse Blaze,cansado.
-Meus poderes não são apenas de criar chamas,mas também de apagá-las.- Disse ela,calmamente.-Eu simplesmente apaguei a chama de sua coragem,de sua vontade de lutar. Agora você não poderá levantar um dedo contra mim. Mas eu cansei de você. Vou brincar de outra coisa!
E preparava para lançar uma magia poderosa contra ele.
Mas é interrompida por um bárbaro musculoso, que atravessa a sala, jogado por alguém que está no portão.
Hayato e, logo atrás, Yama.
-P-por quê demoraram?-Perguntou Blaze, enquanto se levantava,mas ainda fraco.
-"O herói sempre aparece no último segundo!"- Disse Hayato, com seu sotaque batido.
-Estávamos ocupados-Disse Yama,que segurava um dos bêbados pelas costas,que estava nocauteado.
A moça começou a se irritar e, consecutivamente, a queimar. Tinha esquecido dos dois, apenas estava focada nos dois invasores estrangeiros.
A prisão flamejante de Samantha estava apagada,e ela foi em direção aos dois, onde já estava Blaze.
-POR QUÊ? POR QUÊ NÃO DESISTEM?POR QUÊ NÃO DEIXAM OS OUTROS?
Blaze tomou a frente para responder.
-Porque somos uma família.
Viera á mente da deusa a imagem de uma mulher, desconhecida aos demais presentes(inclusive aos dois bêbados desacordados), mas muito familiar á moça.
-Queime!Queime!Queime! QUEEEEEEIME!!!!!
As palavras ecoaram pela mente deles. Chamas para todos os lados. INCLUSIVE QUEIMANDO ELES.
A morte era tudo o que restava. Em poucos segundos,apenas cinzas.
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